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Ideologia e desigualdade social no Brasil 1995-1997

Almeida, Margarida Maria Barreto
Fonte: Florianópolis, SC Publicador: Florianópolis, SC
Tipo: Dissertação de Mestrado
Português
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Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas.; O Homem elege seus valores, constrói seus sonhos, relaciona-se consigo, com a natureza e com seus semelhantes a partir de suas idéias. Assim, ele cria seu universo e forma seu juízo sobre a condição humana e o sentido da vida. O termo "Ideologia" serviu, em seu primeiro momento, para designar a "ciência das Idéias". Sofreu porém, ao longo de sua história, vários deslocamentos e componentes contraditórios, recebendo, contudo, de Marx um sentido revolucionário, no momento que o associa com a divisão social do trabalho. Na esteira do pensamento marxista, é possível conceber "ideologia", exatamente como um sistema de pensamento, uma "visão de mundo" construída pelo grupo dominante para dominar ou dar direção política e moral a uma sociedade. O mecanismo ideológico serviu para manter a sociedade brasileira consensual em todo período de sua formação, enquanto engendrava-se em suas estruturas um grave processo de desigualdade social. Este desequilíbrio crescente foi acentuado pelas políticas neoliberais no período de 1995 a 1997. O Relatório do Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano de 1999 denunciou o extremo grau de desigualdade social verificado no Brasil o incluído entre os países de maior concentração de renda do mundo. Demonstrou-se que...

Pobreza, desigualdade e políticas públicas: caracterizando e problematizando a realidade brasileira

Silva,Maria Ozanira da Silva e
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Serviço Social e Curso de Graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina Publicador: Programa de Pós-Graduação em Serviço Social e Curso de Graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2010 Português
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Este artigo traz reflexões sobre as categorias pobreza, desigualdade e exclusão social como referências teóricas para analisar a política social. Traz com destaque as categorias pobreza e desigualdade para resgatar a implantação e o desenvolvimento das políticas públicas de corte social no Brasil. Para tanto, considera o quadro social brasileiro e os programas sociais direcionados, historicamente, para o enfrentamento da pobreza no país. Nesse contexto, enfatiza a conjuntura recente com indicação do declínio nos índices de pobreza e desigualdade social e da elevação dos recursos orçamentários para financiamento dos programas sociais, mormente após a Constituição Federal de 1988. Desenvolve uma problematização sobre os programas sociais implementados no Brasil para enfrentamento da pobreza e da desigualdade social, apontando seus limites e a centralidade dos programas de transferência de renda para a proteção social.

A dimensão subjetiva da subcidadania: considerações cobre a desigualdade social Brasileira

Santos,Luane Neves; Mota,Alessivânia Márcia Assunção; Silva,Marcus Vinícius de Oliveira
Fonte: Conselho Federal de Psicologia Publicador: Conselho Federal de Psicologia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2013 Português
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Este artigo aborda a temática da desigualdade social e suas repercussões na subjetividade dos brasileiros, a partir de um esforço integrativo para superar a visão objetivista do fenômeno. Para tanto, recorre às proposições da sociologia de Jessé Souza e da psicologia de Gonzalez Rey, visando a um enriquecimento da compreensão dos processos sociopsicológicos que se fazem presentes nesse fenômeno, normalmente percebido por um viés exclusivamente economicista. O artigo adota, como ponto de partida, os esforços explicativos de Jessé Souza, sobretudo em sua descrição do caráter orgânico da desigualdade social brasileira, que tem como consequência a produção de uma subespécie humana; de Gonzalez Rey, extrai os elementos simbólicos, valorativos e relacionais da produção subjetiva da desigualdade, consolidada cotidianamente em práticas coletivas que a naturalizam. Torna-se necessário alinhar esforços interpretativos para a compreensão da desigualdade social a partir de perspectivas superadoras da dicotomia indivíduosociedade, pois, assim como a construção social da subcidadania - bem como os demais efeitos do modo como a desigualdade social se consolidou e se retroalimenta no Brasil - tem um componente estrutural relativo à subjetividade social...

Exclusão ou inclusão social, precária e marginal : o bagaço não reciclável

Saliba, Maurício Gonçalves; Saliba, Marcelo Gonçalves
Fonte: Superior Tribunal de Justiça do Brasil Publicador: Superior Tribunal de Justiça do Brasil
Tipo: Artigo de Revista Científica
Português
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Trata da exclusão social do indivíduo o qual se encontra sem utilidade para a sociedade. Faz uma analogia entre os produtos que não têm mais serventia e que são destinados para a reciclagem, e o ser humano (o doente, o velho, o enfermo, o delinqüente) passa a ficar isolado da sociedade, pois não há interesse no aproveitamento desse “resto social”.

A desigualdade e a subversão do estado de direito

Vieira, Oscar Vilhenha
Fonte: Superior Tribunal de Justiça do Brasil Publicador: Superior Tribunal de Justiça do Brasil
Tipo: Artigo de Revista Científica
Português
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Publicado em português, espanhol e inglês.; Título em espanhol: La desigualdad y la subversión del estado de derecho -- Título em inglês: Inequality and the subversion of the rule of law.; De que maneira a profunda e persistente desigualdade socioeconômica afeta a integridade do Estado de Direito? O principal objetivo deste artigo é procurar entender os efeitos, no sistema jurídico, da polarização entre pobreza e riqueza, especialmente com relação a uma das idéias centrais do Estado de Direito: a noção de que as pessoas devem ser tratadas de maneira imparcial pela lei e por aqueles encarregados de sua implementação. O argumento principal proposto aqui é que a exclusão social e econômica, decorrente de níveis extremos e duradouros de desigualdade, destrói a imparcialidade da lei, causando a invisibilidade dos extremamente pobres, a demonização daqueles que desafiam o sistema e a imunidade dos privilegiados, aos olhos dos indivíduos e das instituições. Em suma, a desigualdade socioeconômica extrema e persistente corrói a reciprocidade, tanto em seu sentido moral quanto em seu interesse mútuo, o que enfraquece a integridade do Estado de Direito.

Evolução dos direitos humanos a partir da Constituição Federal de 1988 : o Brasil superando as desigualdades.

Vannuchi, Paulo
Fonte: Superior Tribunal de Justiça do Brasil Publicador: Superior Tribunal de Justiça do Brasil
Tipo: Artigo de Revista Científica
Português
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65.76%
Versa sobre a ordem jurídica brasileira no contexto da internacionalização dos direitos humanos e a evolução da proteção dos direitos humanos no Brasil desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, enfocando a construção do arcabouço jurídico-institucional e a formulação de políticas públicas em consonância com a promoção e defesa do princípio da dignidade da pessoa humana. Pondera, ainda, acerca dos esforços do Estado e da sociedade na diminuição das desigualdades sociais.

Federalismo e desigualdades sociais no Brasil atual

Soares, Márcia Miranda
Fonte: Superior Tribunal de Justiça do Brasil Publicador: Superior Tribunal de Justiça do Brasil
Tipo: Artigo de Revista Científica
Português
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75.99%
Analisa dois aspectos centrais da política brasileira a partir da Carta Magna de 1988: o federalismo e a desigualdade social. Aborda a influência dos preceitos constitucionais na promoção de justiça social no Brasil.

O eu a partir do outro: a concepção de desigualdade social elaborada por adolescentes da classe popular de Recife a partir da série "Cidade dos Homens"

Valéria Silva de Melo, Taciana; Maria Junqueira, Lília (Orientador)
Fonte: Universidade Federal de Pernambuco Publicador: Universidade Federal de Pernambuco
Tipo: Outros
Português
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66.1%
O interesse pelo presente estudo é resultante de uma vida acadêmica rodeada por inúmeras discussões sobre desigualdade social , e de minha participação como bolsista na pesquisa financiada pelo CNPq/PIBIC intitulada O Personalismo na Reprodução da Desigualdade Social: o tema da imigração n as telenovelas , coordenado pela Professora Lília Junqueira, e, justifica-se para a Sociologia no sentido de permitir pensar questões cruciais para a melhor compreensão da vida em sociedade, pois visa analisar como se dão às representações da classe popular de Recife acerca da desigualdade social brasileira, e, principalmente, através das representações, observar como se dá o acesso aos serviços básicos de educação e saúde, cidadania, eqüidade e, sobretudo, dignidade e reconhecimento social. Para cumprir a este fim, investigou-se 20 adolescentes das classes baixa e média de Recife, estudantes do Centro Interescolar Santos Dumont, situado em Boa Viagem, a partir das técnicas de pareamento de palavras e entrevistas semidirigidas. A partir dos resultados, concluiu-se que a compreensão da desigualdade social brasileira não se apóia simplesmente na divisão da sociedade em ricos e pobres, mas na classificação dos sujeitos em brancos e negros...

Desenvolvimento e desigualdade social no Brasil

Owczarzak, Cibelle Redes, 1989-
Fonte: Universidade Federal do Paraná Publicador: Universidade Federal do Paraná
Tipo: Monografia Graduação Formato: 51 f.; application/pdf
Português
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Orientador: Angela Welters; Monografia(Graduação) - Universidade Federal do Paraná,Setor de Ciências Sociais Aplicadas, Curso de Ciências Econômicas; Resumo: Este trabalho foi focado em analisar o nível de desenvolvimento do Brasil em comparação ao seu grau de desigualdade social. Com esse objetivo foi analisada a evolução do IDH, do índice de Gini e da renda per capita das cinco grandes regiões do Brasil durante os anos de 2000 e 2010. Os principais resultados evidenciaram aumento na renda per capita e redução na desigualdade social na quase totalidade dos estados. Apesar de evidências de crescimento econômico, os resultados observados são muito desiguais entre o território nacional e o nível de concentração de renda ainda é elevado, evidenciando grande desigualdade social em regiões consideradas desenvolvidas; Abstract: This research was focused on the analysis of the level of Brazil’s development compared to its social inequality. With this purpose was analyzed the evolution of the HDI, Gini index and the per capita income of the five big regions in Brazil during the years of 2000 and 2010. The main results showed an increase at per capita income and reduction on social inequality in almost all states. Despite evidences of economic growth...

Mortalidade e expectativa de vida : tendências e desigualdades sociais; Mortality and life expectancy : trends and social inequalities

Ana Paula Belon Lima
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 17/02/2011 Português
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A mortalidade no país apresenta tendência de queda e, em consequência, a expectativa de vida ao nascer (e0) se amplia. Todavia, estas mudanças não se manifestam uniformemente em todas as idades, causas de morte e em ambos os sexos. Estudos que analisam as desigualdades sociais indicam ainda que o declínio da mortalidade não atinge todos os segmentos socioeconômicos da população com a mesma força e ritmo. Diante destas considerações, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da redução da mortalidade no aumento da e0, bem como analisar as desigualdades sociais no tempo médio de vida e nos coeficientes de mortalidade no município de Campinas. Os resultados desta tese são apresentados em três capítulos. No primeiro, Expectativa de vida ao nascer: impacto das variações na mortalidade por idade e causas de morte no município de Campinas, São Paulo, Brasil, foram analisadas as contribuições de grupos etários e causas de morte no aumento da e0 entre 1991, 2000 e 2005. Foram construídas tábuas de mortalidade e aplicado o método de Pollard para mensurar os efeitos da variação da mortalidade na evolução da e0. O crescimento da mortalidade por causas externas, entre 1991/2000, ocasionou redução de 1,1 ano...

A desigualdade social no nordeste metropolitano : análise do período 1981 a 2008; The inequality in Northeast metropolitan : analysis of the period 1981 to 2008

Josiane Fachini Falvo
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 19/11/2010 Português
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66.07%
O estudo analisa a evolução, no período de 1981 a 2008, da desigualdade social nas metrópoles nordestinas de Salvador, Recife e Fortaleza. Inicialmente são discutidos os principais determinantes estruturais das disparidades sociais no Brasil: a concentração fundiária, a estrutura do mercado de trabalho e a natureza das políticas sociais e regionais. O panorama nacional dá suporte à apresentação dos desequilíbrios e das potencialidades da macrorregião nordestina, assim como as especificidades de suas metrópoles, localidades detentoras de relativo atraso no desempenho econômico e grande dívida social, em simultâneo à presença de modernos polos de dinamismo. As políticas de fomento das décadas de 1960 e de 1970 estimularam o desenvolvimento do setor industrial metropolitano; e a partir de 2004, a maior cobertura dos programas sociais, a valorização real do salário mínimo e a maior formalização do mercado de trabalho contribuíram para o desenvolvimento social. A proposta é iniciar uma nova fase de desenvolvimento distributivo, que consista na promoção planejada de desenvolvimento econômico e social. O comportamento da desigualdade social no Nordeste metropolitano é identificado por meio da análise da estrutura sócio-ocupacional...

Criminalidade e desigualdade social; Texto para Discussão (TD) 967: Criminalidade e desigualdade social; Criminality and social inequality

Mendonça, Mário Jorge Cardoso de; Loureiro, Paulo Roberto Amorim; Sachsida, Adolfo
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
Português
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66.06%
Este trabalho tem como objetivo lançar luz sobre a questão da criminalidade no Brasil. Muito se tem comentado acerca do impacto que fatores sociais poderiam ocasionar sobre o fenômeno da criminalidade sem, no entanto, apontar o mecanismo pelo qual essa variável atua. A nossa tese é de que o agente possui um consumo referencial imposto pelos padrões da sociedade. A partir disso, surge um componente gerado pela insatisfação decorrente do consumo não satisfeito. Utilizando, então, a análise elaborada por Becker (1968), dentro de um contexto de maximização intertemporal, é possível demonstrar que a renda exigida pelo agente, para ficar fora da criminalidade, aumenta por uma quantidade diretamente relacionada com o seu grau de insatisfação. A tarefa, a seguir, foi testar a influência que a desigualdade social tem sobre o fenômeno da criminalidade, com base na metodologia de dados em painel, para os estados brasileiros no período 1987-1995. O uso desse método permite obter estimadores que levam em conta a heterogeneidade existente entre as unidades da federação. Foi possível observar que a desigualdade social, representada pelo índice de Gini, tem efeito positivo sobre a criminalidade.; 20 p.

Iniquidade social no Brasil: uma aproximação e uma tentativa de dimensionamento; Texto para Discussão (TD) 971: Iniquidade social no Brasil: uma aproximação e uma tentativa de dimensionamento; Social inequity in Brazil: an approach and attempt to sizing

Garcia, Ronaldo Coutinho
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
Português
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56.08%
O Plano Plurianual (PPA) 2000-2003 declara como um de seus mais importantes objetivos a redução da extrema desigualdade social existente no Brasil. Como ao Ipea cabe a responsabilidade de avaliar o desempenho global do plano e o alcance de seus macroobjetivos, entendeu-se necessário e oportuno tentar elaborar um indicador sintético que capitasse os aspectos mais relevantes da desigualdade social. As dificuldades e as limitações enfrentadas nessa tentativa foram muitas, mas foi possível chegar a uma proposta que se afigura operacional e útil. A discussão crítica deverá permitir verificar se as aparências enganam.; 37 p.

Presença do Estado no Brasil; Comunicados do Ipea 129 : Presença do Estado no Brasil

Brasil. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Comunicados do Ipea
Português
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56.01%
Em um país com imensas desigualdades regionais como o Brasil, o Estado assume importante papel no desenvolvimento do tecido social e econômico local. Buscando levantar números que sinalizem as principais características da distribuição da existência do Estado no território nacional, o Ipea apresenta o Comunicado Presença do Estado no Brasil: Federação, unidades e municipalidades. A partir de uma série de indicadores, desagregados por regiões e unidades federativas, esse levantamento torna-se um importante instrumento para estudiosos e gestores públicos das diferentes esferas de governo pensar o planejamento, a formulação e a avaliação das políticas públicas brasileiras. Os temas abordados contemplam as áreas de saúde, educação, cultura, assistência social, trabalho, segurança pública, transportes e instituições financeiras públicas. Os dados referem-se ao último ano disponibilizado e tratam em sua maioria de registros administrativos coletados junto aos ministérios, às autarquias e aos institutos de pesquisa.; 23 p. : il.

Desemprego e desigualdade no Brasil metropolitano; Comunicados do Ipea 76 : Desemprego e desigualdade no Brasil metropolitano

Brasil. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Comunicados do Ipea
Português
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66.18%
O presente Comunicado do Ipea trata da problemática da desigualdade no desemprego no conjunto das seis principais regiões metropolitanas do país (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife). Não obstante os sinais positivos no comportamento do mercado de trabalho, favoráveis à ampliação da ocupação e, por consequência, à redução sensível do desemprego, constata-se, a seguir, a presença de importante desigualdade entre aqueles que seguem sem uma ocupação. Por conta disso, este Comunicado se constitui de quatro partes, a saber: 1. Queda do desemprego e impacto no rendimento dos ocupados; 2. Desigualdade do desemprego segundo a distribuição pessoal dos rendimentos; 3. Desigualdade do desemprego segundo a condição do trabalhador pobre e não pobre: e 4. Tempo de procura por trabalho. Os dados primários do IBGE (Pesquisa Mensal de Emprego - PME) foram sistematizados com o objetivo de melhor permitir o entendimento acerca da evolução da desigualdade entre os desempregados. Com isso, espera-se poder contribuir com uma melhor consideração a respeito das políticas públicas de atenção à pobreza e à desigualdade de renda no Brasil.; 11 p. : il.

O ritmo de queda na desigualdade no Brasil é adequado?: evidências do contexto histórico e internacional; Texto para Discussão (TD) 1339: O ritmo de queda na desigualdade no Brasil é adequado?: evidências do contexto histórico e internacional; Is the pace of decline in inequality in Brazil appropriate?: evidence from historical and international context

Soares, Sergei Suarez Dillon
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
Português
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66.22%
Este texto utiliza duas abordagens para responder se o ritmo de queda da desigualdade no Brasil está adequado ou não. A primeira é comparar o ritmo de queda no coeficiente de Gini no Brasil com a queda no mesmo indicador em alguns países hoje pertencentes à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – Espanha, Estados Unidos, França, Noruega, Países Baixos, Reino Unido e Suécia– , enquanto os mesmos construíam seus estados de bem-estar social durante o século passado. A segunda é calcular por quanto tempo o Brasil deverá manter o mesmo ritmo de queda para alcançar os níveis de desigualdade hoje observados em alguns países da OCDE que podem servir como referência: o Canadá, os Estados Unidos e o México. Os dados indicam que o ritmo de queda da desigualdade no Brasil de 0,7 ponto de Gini ao ano é superior ao ritmo que todos os países analisados seguiram enquanto construíam seus estados de bem-estar social, salvo a Espanha, cujo ritmo foi um pouco superior (0,9 ponto ao ano). Por seu turno, as distâncias que nos separam dos países-referência escolhidos são seis anos para o México, 12 para os Estados Unidos, e 24 anos para o Canadá. A conclusão geral do estudo é que o ritmo de queda na desigualdade é adequado...

Política social : universalização ou focalização : subsídios para o debate

Theodoro, Mário; Delgado, Guilherme
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Políticas Sociais: acompanhamento e análise - Artigos
Português
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O maior drama social brasileiro é a desigualdade. Sob os mais diferentes prismas e quaisquer que sejam as fontes e os dados escolhidos, a desigualdade no Brasil surpreende tanto por sua perenidade como pela dramaticidade de sua dimensão. Entretanto, o tratamento contemporâneo que tem sido dispensado ao problema, ancorado em um salto indutivo que elege unicamente um dado perfil de política social – focalizada na pobreza – como instrumento privilegiado, senão único, de reversão e/ou redução dessa situação de iniqüidade, parece problemático. Ao eleger o argumento financeiro como principal norteador, ou como a restrição básica da ação governamental, o discurso da focalização faz toda a discussão da política social enveredar para o âmbito da “escolha pública eficiente” em face de uma restrição absoluta, daí desenvolvendo quatro premissas, todas passíveis de questionamento: i) que os recursos governamentais destinados atualmente para a política social são suficientes ou, antes, configuram uma espécie de restrição exógena indisputável, restando apenas serem bem direcionados (ou bem focalizados); ii) que, desse modo, essa política social deve ser concebida como basicamente uma política de focalização da pobreza; iii) que a formatação ou a reformatação da política social é um problema técnico de ajuste...

Um estudo sobre a evolução da estrutura social e da desigualdade no Brasil (1950-2010); A study of the social structure and inequality in Brazil (1950-2010)

Rodrigo Luis Comini Curi
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 14/08/2015 Português
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O presente trabalho tem por objetivo analisar a evolução da desigualdade social brasileira entre os anos de 1950 a 2010. O tema é estudado de forma ensaística, ao buscar os diversos pontos de contato com as mudanças na estrutura e mobilidade social ao longo do tempo considerado. Como desigualdade, se entende no trabalho não apenas os diferenciais de rendimentos, mas outros fatores como o acesso aos serviços de qualidade, a propriedade de riqueza, os monopólios de ascensão social e o papel do Estado na sociedade. A conclusão geral é que o extenso leque de padrões de vida que caracterizam a desigualdade social no Brasil é um problema estrutural. No momento em que o crescimento econômico expressivo gerava as condições para a universalização de um padrão de vida de qualidade para a população, o Estado se posicionou de forma plutocrática e autoritária, com pouca atenção as questões sociais. Com o esgotamento do modelo desenvolvimentista, o fim do crescimento e a adoção de uma orientação neoliberal na política econômica provocaram uma crise social e um aprofundamento nas desigualdades. Por fim, apesar das políticas de combate à pobreza no governo Lula permitirem uma ascensão social na base, elas não foram suficientes para que elevassem esse grupo a um padrão de vida verdadeiramente de classe média...

Política Social no Brasil contemporâneo: velhas essências sob novos rótulos

Alves, Getúlio Henrique Ferreira
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Política Social da UFES Publicador: Programa de Pós-Graduação em Política Social da UFES
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 23/12/2015 Português
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O objetivo deste artigo consiste em questionar se as ações propostas pelo dito neodesenvolvimentismo implicaram em rupturas com a dogmática neoliberal ou se trata de um novo rótulo recheado com a velha essência econômica conservadora? Para tanto, foram analisados os dados, da última década, acerca do crescimento do PIB e do PIB per capita, evolução do gasto social e seus impactos na redução da pobreza e da desigualdade social. Com base nisso, conclui-se que as ações em curso em nada justificam o rótulo de novo. Ao contrário, seguem sacrificando recursos sociais – principalmente os da seguridade social – em prol da rolagem da dívida pública brasileira, mascaram a real estatística da pobreza e mantém uma carga tributária regressiva, que limita uma redistribuição efetiva de renda.

Contradições acerca da redução da desigualdade social no Brasil

Soares, Marcos Antonio tavares; da Costa, Andréa Braz
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Política Social da UFES Publicador: Programa de Pós-Graduação em Política Social da UFES
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; Formato: application/pdf
Publicado em 01/09/2011 Português
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O presente artigo analisa a questão da redução da desigualdade no Brasil no período que vai de 1990 até 2007. O objetivo é contribuir para compreensão do paradoxo acerca da redução da desigualdade num contexto de precarização do trabalho ao mesmo tempo em que as análises de organismos nacionais e internacionais como também de acadêmicos do mainstream afirmam que no país ocorreu redução da desigualdade de renda. Para tanto foi realizada uma análise dos dados sobre distribuição da renda do trabalho (PNAD/ IBGE) e da distribuição funcional da renda (IPEA). O resultado da investigação revelou que entre os anos de 1990 a 2003, ocorreu uma maior concentração de renda a favor do capital. Com relação à distribuição da renda do trabalho, observou-se a redução da distância entre os estratos sociais, com expansão dos estratos sociais de renda mais baixa.