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A América Latina na crise mundial; Latin America in the global crisis

SINGER, Paul
Fonte: Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo Publicador: Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica
Português
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46.54%
A integração comercial e financeira global fortaleceu a classe capitalista em relação ao proletariado em cada país ao permitir às transnacionais deslocar suas empresas para países em que o custo da mão de obra é menor. A crise colheu a América Latina pela fuga das divisas fortes, extinção do crédito externo e queda das exportações, das inversões estrangeiras e das remessas dos emigrados. A crise se generaliza com as demissões em massa, a difusão do pânico que faz o crédito encolher, derrubando as vendas de bens de maior valor e os investimentos. Os governos do Primeiro Mundo trataram de resgatar os seus bancos falidos, comprando parte do seu capital ou sua totalidade com recursos do Tesouro. No Brasil, o governo faz que os bancos públicos estendam o crédito aos setores abandonados pelos bancos privados e baixem os juros que cobram. Os governos latino-americanos estimulam o mercado interno a absorver a produção que não enontra mais compradores no exterior mediante redistribuição da renda e aumento do investimento público. Nos últimos seis anos, os emergentes cresceram 50%, enquanto os industrializados cresceram apenas 10%, o que ampliou o número de nações cuja coordenação é indispensável para que a crise mundial possa ser domada do G-7 para o G-20. Uma das lições da crise é que...

Globalização financeira, eficiência informacional e custo de capital: uma análise das emissões de ADRs brasileiros no período 1992-2001. ; Financial globalization, informational efficiency and capital cost.

Bruni, Adriano Leal
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 21/10/2002 Português
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56.6%
Este estudo preocupou-se em analisar os efeitos da globalização financeira sobre o mercado de capitais brasileiros. A globalização foi caracterizada através da emissão de ADRs, do inglês American Depositary Receipts, ou Recibos de Depósitos Americanos – instrumentos financeiros que possibilitam que uma empresa estrangeira liste suas ações em bolsas de valores domésticas e internacionais e obtenha o acesso ao mercado de capitais norte-americano. O mercado de ADRs em bolsas norte-americanas foi caracterizado em relação à sua contribuição ao processo de formação de portfólios internacionais e à sua eficiência informacional fraca. Os resultados obtidos indicaram uma importante contribuição dos ADRs para carteiras norte-americanas, com reduções de riscos e aumentos dos retornos. As respostas dos diversos testes estatísticos aplicados, também, permitiram concluir quanto à eficiência informacional fraca destes mercados. A contribuição decorrente da emissão dos ADRs para o mercado brasileiro foi analisada com ênfase no eventual aumento dos níveis de eficiência informacional e alocacional do mercado doméstico. Aplicações do teste de raiz unitária de Phillips-Peron não permitiram verificar contribuições ao aumento da eficiência informacional fraca dos preços de fechamento das ações. A análise das séries de cotações anteriores e posteriores ao evento de emissão de ADRs possibilita caracterizar o mercado como informacionalmente eficiente em ambos os períodos...

Globalização financeira e integração de mercados financeiros nacionais; Financial globalization and integration of national financial markets

Mirandola, Carlos Maurício Sakata
Fonte: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP Publicador: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 14/06/2010 Português
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56.88%
O presente estudo tem dois objetivos. O primeiro (1) é substantivo: contribuir com o debate sobre globalização financeira, ajudando a nele incorporar uma dimensão que parecia um pouco fora de foco em diversas discussões a dimensão jurídico-institucional empírica. O segundo (2) é metodológico, e não se relaciona diretamente com o objeto da pesquisa: ajudar a incorporar ao estudo do direito no Brasil a utilização de certas técnicas empíricas que permitiriam o exercício mais freqüente do que se será chamado aqui de ceticismo esclarecido pela empiria o salutar questionamento de afirmações doutrinais peremptórias com o auxílio de evidência empírica. Em relação ao objetivo (1), apresenta-se a seguinte tese. A globalização financeira é produto de diversos processos heterogêneos de cooperação internacional, políticas governamentais, reformas legislativas e estratégias políticas. Tais processos têm determinantes diversos, e objetivos variados, não apenas liberalização. De fato, mera liberalização unilateral não daria suporte suficiente ao aumento de fluxos financeiros transfronteiriços a globalização só pôde e só pode ocorrer em vista da criação de uma diversidade de estruturas internacionais...

Globalização e Estado-Nação

Pereira, Luiz Carlos Bresser
Fonte: Fundação Getúlio Vargas Publicador: Fundação Getúlio Vargas
Português
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56.62%
Globalização e Estado-Nação não se Contradizem; Globalização e o Estágio Atual do Desenvolvimento Capitalista, e Estado Nação é a Unidade Política Territorial que Organiza o Espaço e a População no Sistema Capitalista. Desde os Anos 1980, o Capitalismo Global Constitui o Sistema Econômico Caracterizado Pela Abertura de Todos os Mercados Nacionais e a Violenta Competição entre os Estados-Nação. os Países em Desenvolvimento Tendem ao Catch Up¸ Enquanto os Países Ricos Tentam Neutralizar Tais Esforços de Competição, Usando o Globalismo como Ideologia, e a Ortodoxia Convencional como Estratégia. Enquanto a Globalização Comercial Favorece Países de Renda Média, a Globalização Financeira Controle seu Crescimento. o Nacionalismo Permanece a Ideologia com que Eles Contam para Enfrentar o Globalismo. no Âmbito Político, um Sistema Político Global Está Emergindo para Corrigir as Injustiças e Desequilíbrios que são Inerentes À Globalização

A conformação das políticas agrícola e agrária brasileiras ao contexto de globalização financeira

Alberti, Raquel Lorensini
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Português
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66.74%
O desempenho agrícola está condicionado a fatores exógenos e endógenos ao setor. Os fatores exógenos têm origem tanto no exterior, frutos da evolução da economia internacional, como no próprio país, originando-se nas evoluções de caráter macroeconômico. Os fatores endógenos vinculam-se a iniciativas e eventos do próprio setor, muitas vezes em resposta aos fatores exógenos. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi recuperar a partir das intenções e ações governamentais ao intervir no setor agrícola direta ou indiretamente, como se conformaram as políticas agrícola e agrária brasileira e qual o papel da agricultura para o desenvolvimento econômico brasileiro, a partir da década de noventa. A hipótese testada foi a de que as políticas agrícola e agrária no Brasil são conformadas em harmonia com a política macroeconômica. Para testar tal hipótese, analisamos a comportamento da política macroeconômica brasileira bem como esta se conforma diante do processo de globalização financeira, para depois então compreender o setor agrícola. A base empírica para esta investigação constituiu-se de pesquisas, estudos e dados secundários que tratam da temática. A análise de tais fontes empíricas permitiu concluir que a hipótese básica estava correta. Ou seja...

A necessidade de reestruturação do sistema monetário internacional no pós-crise financeira internacional

Pereira, Marina Sequetto
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
Português
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46.35%
A economia mundial foi abalada, em 2007-2008, por uma crise financeira internacional, que incitou um grande debate, tanto na academia quanto nas instituições multilaterais, sobre a reforma do Sistema Monetário Internacional (SMI). A presente dissertação propõe analisar se a necessidade de reforma do SMI, conforme propunha Keynes e propõe os pós-keynesianos, é uma condição necessária para restabelecer a estabilidade da atividade econômica em economias capitalistas, financeirizadas e globais, situação em que as economias estão inseridas nos dias de hoje. Para tanto, busca-se inserir a crise financeira internacional nos problemas inerentes à atual configuração do SMI e da globalização financeira, assim como se apresenta o debate acadêmico em torno das diferentes visões da crise e suas propostas de reestruturação. Ademais, retrata-se o debate que está ocorrendo nas reuniões e nas publicações das principais Autoridades Monetárias e dos órgãos multilaterais e, a partir dessa demonstração, procura-se identificar as questões presentes no diálogo entre essas instituições dentro das proposições acadêmicas de reforma. As análises feitas permitiram concluir que o debate das Autoridades Monetárias e dos órgãos multilaterais converge para a proposta de reestruturação do SMI defendida pelos autores (pós) keynesianos. Dessa forma...

Integração, ciclos e finanças domesticas : o Brasil na globalização financeira; Integration, cycles and domestic financial relations : Brazil and the financial globalization

Andre Martins Biancareli
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 12/11/2007 Português
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56.64%
Este trabalho se enquadra na ampla temática da integração dos países periféricos à globalização financeira, e tem como objetivo específico analisar os seus impactos não apenas sobre as contas externas da economia brasileira, mas também sobre as relações financeiras domésticas. O movimento que se procura fazer é de dupla natureza: revisitar, em uma primeira parte, o debate teórico (na sua vertente convencional de maneira crítica; em suas variantes alternativas na busca de explicações mais satisfatórias) e, na segunda, descrever de maneira ampla e detalhada a realidade concreta no período aqui julgado mais relevante (a partir da década de 1990). Dentro da concepção mais ampla de que a abertura financeira e a delegação das responsabilidades do financiamento às forças de mercado não constituem a estratégia de longo prazo mais adequada para o país, a tese defendida aqui pode assim ser resumida: a submissão das finanças locais aos ciclos internacionais de liquidez (que sintetizam o caráter da ordem monetária e financeira contemporânea) fica muito aquém de resolver as nossas deficiências históricas neste campo - sobretudo porque a ligação parece ser feita preferencialmente por meio do mercado de capitais. Ao contrário...

Dinâmica dos fluxos financeiros para os países em desenvolvimento no contexto da globalização financeira; Dynamics of financial flow to developing countries in the context of financial globalization

Maurício Andrade Weiss
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 27/02/2014 Português
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46.44%
Uma das características fundamentais da dinâmica das finanças internacionais no contexto de globalização financeira é a volatilidade dos fluxos de capitais. Essa volatilidade é decorrente da dominância da lógica financeira sobre a produtiva no capitalismo contemporâneo e das atuais características do sistema monetário internacional (SMI). Em períodos de elevado apetite pelo risco, os fluxos de capitais tendem a elevar sua participação nos países em desesnvolvimento. Já nos momentos de elevada preferência por liquidez, esses fluxos migram para os países desenvolvidos, principalmente para os Estados Unidos. Esta tese pretende dar uma contribuição à literatura empírica sobre os determinantes dos fluxos de capitais aos países em desenvolvimento por meio de um modelo econométrico de dados em painel com a utilização de diferentes métodos: mínimos quadrados ordinários (Ordinary Least Squares), efeitos fixos (fixed effects), efeitos aleatórios (random effects), primeira diferença (first difference) e método dos momentos generalizados (Generalized method of moments). Os resultados obtidos contribuíram com os estudos anteriores que apontaram para um predomínio dos fatores externos sobre os internos na determinação dos fluxos de capitais. Merece destaque o indicador de volatilidade VIX CBOE...

A globalização financeira e as mudanças na regulamentação do sistema fiananceiro nacional (1994-1996) : um estudo sob a perspectiva da hegemonia financeira

Mick, Jacques
Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina Publicador: Universidade Federal de Santa Catarina
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: xii, 151f.| tab
Português
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46.5%
Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciencias Humanas; Análise das principais mudanças na regulamentação do Sistema Financeiro Nacional implementadas pelo governo federal após o Plano Real, em julho de 1994: criação do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer) e do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), e a ampliação dos poderes de fiscalização do sistema pelo Banco Central. A partir da noção de hegemonia financeira, desenvolvida pelos teóricos da structural analysis, analisa as interrelações entre banqueiros e esferas governamentais de deliberação das política para o Sistema Financeiro Nacional, identificando interesses e motivações comuns quanto a um mercado bancário transformado pela globalização. As conclusões centrais indicam que o governo centralizou o principal organismo de decisão da política monetária, o Conselho Monetário Nacional, eliminando a participação de representantes de setores da sociedade; conferiu graus de autonomia relativa ao Banco Central; e implantou mudanças voltadas à concentração e centralização de capitais no sistema financeiro, associada à internacionalização do mercado...

A globalização financeira e a correlação entre o mercado de ações brasileiro e as ADRs

Rodrigues, Alessandro Lima
Fonte: Florianópolis Publicador: Florianópolis
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso Formato: 64 f.
Português
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46.35%
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro Sócio-Econômico. Economia.; O lançamento de ADRs (Recibos de Depósitos Americanos), por empresas brasileiras, é um mecanismo que possibilita às empresas terem acesso a um mercado de capitais maior e mais líquido, o norte – americano, podendo servir como um instrumento para o aumento de sua visibilidade no exterior e como um possível redutor de seus custos de capital. Este trabalho de pesquisa analisou a possibilidade de correlação com base na diferença de preços das ações no mercado nacional e das ADRs empresas brasileiras, através dos índices acionários. De uma forma geral, os resultados encontrados parecem ser condizentes com a relação de que os papéis negociados no mercado norte – americano dessas companhias ajudam a traçar um perfil às ações negociadas no mercado brasileiro estando associado a isso ajustes para cima em seus retornos, e para baixo, em seus riscos esperados. O estudo analisou o comportamento das ações (via índices de ações) negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), e as negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) pertencentes a empresas que possuem ADRs (American Depositary Receipts) em aberto no mercado de ações norte americano...

Globalização financeira e volatilidade de capitais: a busca de uma alternativa racionalista

Dalcero,Pedro Luiz
Fonte: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais Publicador: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/1997 Português
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66.74%
Esse artigo discute a contribuição de alguns autores para a compreensão da globalização financeira. A ênfase é dada às relações de poder que permeiam o processo de globalização financeira. A proposta Tobin, de um imposto sobre tansações financeiras internacionais, é apresentada, ao final, como uma alternativa de moldes "racionalista" para a globalização financeira.

A América Latina na crise mundial

Singer,Paul
Fonte: Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo Publicador: Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2009 Português
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A integração comercial e financeira global fortaleceu a classe capitalista em relação ao proletariado em cada país ao permitir às transnacionais deslocar suas empresas para países em que o custo da mão de obra é menor. A crise colheu a América Latina pela fuga das divisas fortes, extinção do crédito externo e queda das exportações, das inversões estrangeiras e das remessas dos emigrados. A crise se generaliza com as demissões em massa, a difusão do pânico que faz o crédito encolher, derrubando as vendas de bens de maior valor e os investimentos. Os governos do Primeiro Mundo trataram de resgatar os seus bancos falidos, comprando parte do seu capital ou sua totalidade com recursos do Tesouro. No Brasil, o governo faz que os bancos públicos estendam o crédito aos setores abandonados pelos bancos privados e baixem os juros que cobram. Os governos latino-americanos estimulam o mercado interno a absorver a produção que não enontra mais compradores no exterior mediante redistribuição da renda e aumento do investimento público. Nos últimos seis anos, os emergentes cresceram 50%, enquanto os industrializados cresceram apenas 10%, o que ampliou o número de nações cuja coordenação é indispensável para que a crise mundial possa ser domada do G-7 para o G-20. Uma das lições da crise é que...

Cooperação financeira no Mercosul e o financiamento do investimento

Deos,Simone S. de; Mendonça,Ana Rosa Ribeiro de; Wegner,Rubia C.
Fonte: Nova Economia Publicador: Nova Economia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2013 Português
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46.54%
Os esquemas de integração regional construí­dos ao longo da década de 1990, entre os quais o Mercosul, foram implementados em um contexto marcado pelo processo mais amplo de globalização financeira. A conexão dos países periféricos ao circuito da globalização financeira, contudo, não resolveu os problemas crônicos de falta de recursos para o financiamento de longo prazo. A literatura marcada pela tradição de Keynes aponta que a insuficiência de recursos de longo prazo (funding) para financiar o investimento é um problema crucial. Nesse sentido, o sistema financeiro deve ser capaz de prover recursos, especialmente de longo prazo, para financiar o investimento, minimizando a incerteza e viabilizando a aquisição dos ativos de capital de longo prazo de maturação. Neste artigo, objetiva-se analisar a importância da cooperação financeira regional para o fomento de mecanismos de financiamento de longo prazo nas economias do Mercosul.

Uma nota sobre a literatura acerca das causas dos desequilíbrios globais no contexto da globalização financeira

Fernandes,Marcelo Pereira
Fonte: Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas Publicador: Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2015 Português
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46.5%
Esta nota pretende examinar uma parte da literatura sobre as causas dos desequilíbrios globais. A maioria das análises concentra-se na ideia de que a causa dos desequilíbrios está na "superabundância global de poupança". A superabundância de poupança seria consequência direta de políticas adotadas deliberadamente por algumas economias emergentes nos últimos anos, particularmente na China. Em contraposição à tese da superabundância de poupança, há uma hipótese que identifica as causas dos desequilíbrios no arranjo financeiro desencadeado após o fim dos acordos de Bretton Woods em 1971, que se exacerbou nas duas últimas décadas. Sob a chamada globalização financeira, esse arranjo promoveu um temerário boom de ativos e uma excessiva expansão do crédito com consequências negativas sobre a economia real que foram materializadas na crise financeira de 2008. Por meio dessa literatura, é mostrado, ainda, que tais consequências tornam-se mais evidentes quando se analisam os fluxos brutos de capitais ao invés dos fluxos líquidos.

Marx, Keynes e Minsky: a supremacia das finanças no capitalismo contemporâneo

Camargo, Leonardo de Carvalho
Fonte: Universidade Federal de Uberlândia Publicador: Universidade Federal de Uberlândia
Tipo: Dissertação
Português
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46.66%
Nas últimas três décadas do século XX e na primeira deste, as forças internas do sistema capitalista se alteraram de um tal modo, que denotam ter surgido um novo tipo de capitalismo que atualmente vigora. É um capitalismo de tipo financeiro – tendo a globalização das altas finanças como sua expressão máxima. Este novo arranjo societário é caracterizado por uma instabilidade crônica que acarreta inúmeros problemas em escala global. Dentre os quais, destaca-se a supremacia da esfera financeira sobre a produtiva. Tal supremacia é uma componente desestabilizadora do investimento, do financiamento das atividades produtivas, do emprego e da renda. Além do mais, desarticulou os Estados Nacionais e sua capacidade de intervenção visando dar disciplina e ordem ao sistema. Os Estados Nacionais também foram afetados na sua condição de criarem e efetivamente implementarem políticas objetivando o pleno emprego e a melhor geração e distribuição da renda e da riqueza. A partir de meados do século passado, forças histórico-estruturais surgiram e se ampliaram no capitalismo contemporâneo. Uma tal junção do estrutural com o histórico tornou possível à supremacia das finanças, principalmente por intermédio de sua vertente maior: a globalização financeira (Capítulo I). O esforço desta Dissertação está centrado no argumento de que a supremacia das finanças é uma característica inerente ao próprio modo de funcionamento do capitalismo e que...

Estados e Fundos Soberanos de Riqueza : instrumentos de retrocesso ou avanço da globalização finaceira?; States and Sovereign Wealth Funds : instruments for retreat or advance of financial globalization?

Patrícia Nogueira Rinaldi
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 18/08/2010 Português
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46.67%
Essa dissertação se debruça sobre o fenômeno dos fundos soberanos de riqueza, definidos como veículos de aplicações financeiras estatais realizadas prioritariamente no exterior. O principal problema analisado refere-se aos impactos dessa intervenção estatal, uma vez que os Estados se configuram, por meio dos FSR, como verdadeiros players do sistema financeiro internacional, apresentando sérias implicações para o processo de globalização financeira, especialmente após, pelo menos, três décadas de promoção de princípios de redução do papel do Estado nos mercados. Busca-se entender se os FSR seriam instrumentos de retrocesso ou de avanço da globalização financeira em torno de três eixos de discussão: da análise das precondições para o surgimento dos FSR, que apontam para uma mudança na divisão internacional do trabalho; da análise dos motivos que levam os países a criarem FSR, que apontam para uma mudança na configuração da autoridade estatal no processo de globalização financeira; e da análise do processo regulatório dos FSR, que aponta para o controle de medidas protecionistas dos países receptores contra esses investimentos estatais. A discussão é embasada por uma categorização das principais características de trinta FSR selecionados; This dissertation investigates the sovereign wealth funds (SWFs)...

A América Latina na crise mundial; Latin America in the global crisis

Singer, Paul
Fonte: Universidade de São Paulo. Instituto de Estudos Avançados Publicador: Universidade de São Paulo. Instituto de Estudos Avançados
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; ; ; Formato: application/pdf; application/pdf
Publicado em 01/01/2009 Português
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A integração comercial e financeira global fortaleceu a classe capitalista em relação ao proletariado em cada país ao permitir às transnacionais deslocar suas empresas para países em que o custo da mão de obra é menor. A crise colheu a América Latina pela fuga das divisas fortes, extinção do crédito externo e queda das exportações, das inversões estrangeiras e das remessas dos emigrados. A crise se generaliza com as demissões em massa, a difusão do pânico que faz o crédito encolher, derrubando as vendas de bens de maior valor e os investimentos. Os governos do Primeiro Mundo trataram de resgatar os seus bancos falidos, comprando parte do seu capital ou sua totalidade com recursos do Tesouro. No Brasil, o governo faz que os bancos públicos estendam o crédito aos setores abandonados pelos bancos privados e baixem os juros que cobram. Os governos latino-americanos estimulam o mercado interno a absorver a produção que não enontra mais compradores no exterior mediante redistribuição da renda e aumento do investimento público. Nos últimos seis anos, os emergentes cresceram 50%, enquanto os industrializados cresceram apenas 10%, o que ampliou o número de nações cuja coordenação é indispensável para que a crise mundial possa ser domada do G-7 para o G-20. Uma das lições da crise é que...

BANKING STRATEGY AND FINANCIAL EXCLUSION: TRACING THE PATHWAYS OF GLOBALIZATION; ESTRATÉGIAS DOS BANCOS E EXCLUSÃO FINANCEIRA: DELINEANDO OS CAMINHOS DA GLOBALIZAÇÃO

Dymski, Gary A.
Fonte: Editora UFPR Publicador: Editora UFPR
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 10/05/2006 Português
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46.84%
This paper argues that the current world-wide scenario of liberalized banking and financial exclusion has emerged because of two successive phases of financial globalization: a macro-scale globalization beginning in the late 1970s and persisting two decades; and a micro-scale globalization – that is, the movement across borders of banking firms and banking practices - beginning in the late 1980s and still gathering force. Contrary to those who view micro-scale globalization as shifting formerly sheltered national banking systems toward efficiency, this paper argues that micro-scale globalization is generating both financial inclusion for the privileged and financial exclusion for the poor or working poor. That is, the micro-scale globalization processes move not only along an efficiency/inefficiency axis, but also along an axis of wealth-equality/opportunity; and moves in the direction of efficiency may force a given economy further from the point of equality of opportunity and wealth.; Este artigo argumenta que o corrente cenário mundial de liberalização bancária e exclusão financeira surgiu em virtude de duas sucessivas fases de globalização financeira: uma globalização em macro-escala iniciada no fim dos anos 70 e que persistiu por duas décadas; e uma globalização em micro-escala – ou seja...

Capitalismo contemporâneo: Karl Marx e a crise financeira do século XXI

Fiera, Letícia
Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina Publicador: Universidade Federal de Santa Catarina
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 17/08/2010 Português
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http://dx.doi.org/10.5007/1806-5023.2009v6n3p43O presente artigo procura oferecer uma breve revisão de algumas das considerações de Karl Marx acerca da categoria dinheiro. A primeira consideração compreende o dinheiro como uma instituição social capaz de mediar as necessidades humanas. A segunda, trata da expansão e das potencialidades do crédito, ou seja, da capacidade do dinheiro em se transformar em mais dinheiro. Por fim, as implicações de uma crise financeira advindas da globalização.

Uma nota sobre a literatura acerca das causas dos desequilíbrios globais no contexto da globalização financeira

Fernandes, Marcelo Pereira
Fonte: Universidade Estadual de Campinas - Instituto de Economia - Setor de Publicações Publicador: Universidade Estadual de Campinas - Instituto de Economia - Setor de Publicações
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares; Formato: application/pdf
Publicado em 03/12/2015 Português
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Esta nota pretende examinar uma parte da literatura sobre as causas dos desequilíbrios globais. A maioria das análises concentra-se na ideia de que a causa dos desequilíbrios está na “superabundância global de poupança”. A superabundância de poupança seria consequência direta de políticas adotadas deliberadamente por algumas economias emergentes nos últimos anos, particularmente na China. Em contraposição à tese da superabundância de poupança, há uma hipótese que identifica as causas dos desequilíbrios no arranjo financeiro desencadeado após o fim dos acordos de Bretton Woods em 1971, que se exacerbou nas duas últimas décadas. Sob a chamada globalização financeira, esse arranjo promoveu um temerário boom de ativos e uma excessiva expansão do crédito com consequências negativas sobre a economia real que foram materializadas na crise financeira de 2008. Por meio dessa literatura, é mostrado, ainda, que tais consequências tornam-se mais evidentes quando se analisam os fluxos brutos de capitais ao invés dos fluxos líquidos Abstract This note intends to examine a part of the literature on the causes of global imbalances. Most analyses focus on the idea that the cause of the imbalance is related to the “global saving glut”. The “saving glut” would be a direct result of policies deliberately adopted by some emerging economies in recent years...