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Crises financeiras recentes e foupança externa

Lucinda, Cláudio Ribeiro de; Farias, Lauro Emilio Gonzales
Fonte: Fundação Getúlio Vargas Publicador: Fundação Getúlio Vargas
Português
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56.59%
A Década de 90 foi Marcada Pela Ocorrência de Crises Financeiras. este Trabalho Investiga a Ligação entre a Recorrência À Poupança Externa, a Deterioração das Restrições de Solvência e Liquidez e a Eclosão das Crises Financeiras.

Crítica do crescimento com poupança externa

Pereira, Luiz Carlos Bresser; Gala, Paulo Sérgio de Oliveira Simões
Fonte: Fundação Getúlio Vargas Publicador: Fundação Getúlio Vargas
Português
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56.89%
O presente artigo é uma formalização da crítica à estratégia do crescimento com poupança externa. Apesar dos países de renda média serem pobres em capital, os déficits em conta corrente (poupança externa), financiados por empréstimos ou investimentos diretos externos, não necessariamente farão aumentar a taxa de acumulação de capital ou, mesmo, terão pouco impacto sobre ela, de forma que os déficits em conta serão associados a taxas de câmbio apreciadas, altos salários e ordenados reais e altos níveis de consumo. Conseqüentemente, o país se endividará para consumir, e não para investir e crescer. Apenas quando há grandes oportunidades de investimento, estimulados por uma diferença considerável entre a taxa de lucro esperada e a taxa de juros a longo prazo, o lucro adicional produzido pelo fluxo de capital estrangeiro será usado para investimento, e este trade-off entre a redução da poupança externa e interna não ocorrerá; The present paper is a formalization of the critique of the growth with foreign savings strategy. Although medium income countries are capital poor, current account deficits (foreign savings), financed either by loans or by foreign direct investments, will not usually increase the rate of capital accumulation or will have little impact on it in so far as current account deficits will be associated with appreciate exchange rates...

Macroeconomia do Brasil Pós-1994

Pereira, Luiz Carlos Bresser
Fonte: Fundação Getúlio Vargas Publicador: Fundação Getúlio Vargas
Português
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46.75%
O Modelo Macroeconômico Brasileiro tem como Características: Abertura Financeira, uma Estratégia de Crescimento Baseada em Poupança Externa, um Câmbio Sobrevalorizado, Déficit em Conta Corrente, um Alto Nível de Endividamento Externo, uma Taxa Básica (Selic) de Juros Elevada, uma Inflação Baixa, Porém, Inercial, uma Política Fiscal Frouxa, Poupança Pública Negativa, Alto Nível de Endividamento do Estado, Baixas Expectativas de Lucros, Salários Estagnados, uma Taxa de Poupança Doméstica Deprimida, Baixo Nível de Investimento, Alta Taxa de Desemprego e uma Renda Per Capita Próxima da Estagnação. a Economia Brasileira Atingiu uma Estabilização de Preços em 1994 Mas, Não, uma Estabilização Macroeconômica, na Medida em que não se Conseguiu um Equilíbrio Intertemporal e Termos Fiscais e nas Contas Externas. o Crescimento Só Voltará se as Autoridades Reconhecerem que a Economia do País Está Presa Numa Armadilha Dupla que Envolve a Taxa de Juros e o Câmbio e Decidirem Inverter o Processo Perverso da Equação Macroeconômica Escorada em Altas Taxas de Juros e Num Câmbio Sobrevalorizado. Entretanto, as Ortodoxias Internacional e Doméstica que Determinam a Política Macroeconômica no País, Continuam a se Valer da Macroeconomia Convencional para Tentar Compreender Problemas não Convencionais E...

Crises financeira nos anos 1990 e poupança externa

Pereira, Luiz Carlos Bresser
Fonte: Fundação Getúlio Vargas Publicador: Fundação Getúlio Vargas
Tipo: Trabalho em Andamento
Português
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46.59%
Ao contrário do que afirma a análise econômica convencional, a causa das crises financeiras dos anos 1990 no México, Ásia, Brasil e Argentina não foi principalmente fiscal, mas sim a decisão dos governos de crescerem com poupança externa, isto é, com déficits em conta corrente. Essas foram crises de balanço de pagamento geradas pela sobreapreciação da moeda local e pelo alto nível de dívida externa e/ou rápido crescimento de déficit de conta corrente. Assim, repentinamente os credores externos se convenceram de que o país não enfrenta apenas um problema de liquidez, mas de solvência, e para de rolar a dívida. Um teste econométrico demonstra essas afirmações; Differently of what says conventional economic analysis, the cause of the 1990s financial crises in Mexico, Asia, Brazil and Argentina was not primarily fiscal, but the decision of governments to grow with foreign savings, i.e., with current account deficits. These were balance of payment crises triggered by a overvalued local currency and the high level of the foreign debt and/or the fast growth of the current account deficit. Given that, foreign creditors suddenly become persuaded that the country does not face just a liquidity but a solvency problem, and stop rolling over the debt. An econometric test substantiates these claims

Crises financeiras recentes e poupança externa

Silva, Lauro Emilio Gonzalez da
Fonte: Fundação Getúlio Vargas Publicador: Fundação Getúlio Vargas
Português
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66.79%
A década de 90 foi marcada pela ocorrência de crises financeiras. As explicações, repetidas vezes, limitam-se a atribuir a causa destes episódios ao mau desempenho do governo, tanto pela manutenção de elevados déficits fiscais, quanto pela interferência que incentive o risco moral. Este trabalho discute uma nova explicação que, partindo do pressuposto de um mercado ineficiente, com informação assimétrica, investiga o papel da estratégia de uso de poupança externa como principal explicação para as crises recentes.

Efeitos da taxa de câmbio na poupança interna : análise teórica e evidências empíricas para o caso brasileiro

Gala, Paulo Sérgio de Oliveira Simões; Araújo, Eliane; Pereira, Luiz Carlos Bresser
Fonte: Fundação Getúlio Vargas Publicador: Fundação Getúlio Vargas
Tipo: Trabalho em Andamento
Português
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46.97%
Este trabalho tem como principal objetivo investigar as relações entre nível da taxa de câmbio real, poupança externa e poupança doméstica no Brasil. Dentro do modelo aqui explorado, casos de sobrevalorização excessiva do câmbio real levam à redução de margens de lucro nos setores de produção de bens comercializáveis, resultando numa queda importante no nível de poupança agregada doméstica, bem como na substituição da poupança doméstica pela poupança externa. A análise econométrica realizada para a economia brasileira indica que há uma relação estável de longo prazo entre taxa de câmbio e poupança interna, e que desvalorizações relativas da taxa de câmbio real têm impactos positivos e significantes sobre a poupança doméstica no período estudado. Além disso, os resultados das estimativas confirmam a existência de substituição de poupança doméstica por poupança externa; This paper provides theoretical and empirical elements to analyze the relation between real exchange rates and domestic savings. We show from a theoretical perspective how a competitive exchange rate may stimulate domestic savings by avoiding consumption booms based on currency overvaluation and by increasing profits in the tradable sector. Our baseline model shows from a short run perspective how a competitive exchange rate may stimulate investment...

A poupança externa no desenvolvimentismo clássico e no novo desenvolvimentismo

Seracinskis Junior, Roberto Eduardo
Fonte: Fundação Getúlio Vargas Publicador: Fundação Getúlio Vargas
Tipo: Dissertação
Português
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67.03%
Esta dissertação discute a crítica do Novo Desenvolvimentismo ao Desenvolvimentismo Clás-sico em relação ao crescimento com poupança externa. Por meio da análise de trabalhos dos principais autores do Desenvolvimentismo Clássico que são considerados os pioneiros da Teo-ria do Desenvolvimento Econômico, identificou-se que de forma geral seus autores têm posição favorável ao financiamento do desenvolvimento por recursos externos para sanar os problemas de carência de poupança e restrição externa dos países subdesenvolvidos, colocando, porém, condicionalidades para o uso desses recursos. Já a Teoria Novo Desenvolvimentista apresenta uma crítica contra intuitiva a essa estratégia por meio da construção de um modelo teórico no qual demonstra que ter o desenvolvimento financiado com poupança externa, na verdade, é uma armadilha que é sustentada por alto patamar de juros e traz a apreciação da moeda nacional, reduz o acesso dos empresários nacionais ao mercado externo e interno, traz semi-estagnação econômica e crises cíclicas de Balanço de Pagamentos, o que torna a economia nacional instável financeiramente. Esse modelo é corroborado por evidências em diversos trabalhos que testaram algumas das hipóteses da Teoria Novo Desenvolvimentista. Por fim...

VULNERABILIDADE EXTERNA BRASILEIRA CONJUNTURAL E ESTRUTURAL: Uma análise do pós-real.

Silva, Gustavo Sardá da
Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina Publicador: Universidade Federal de Santa Catarina
Tipo: Trabalho de Conclusão de Curso Formato: 65 f.
Português
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46.52%
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro Sócio-Econômico. Economia.; O presente trabalho tem como objetivo a análise da vulnerabilidade externa da economia brasileira no período pós-real. Será realizada uma análise da vulnerabilidade externa conjuntural e estrutural da economia brasileira no período compreendido entre 1996 e 2013, mostrando como a partir do ciclo de expansão da economia mundial - que inicia a partir de 2003 – e do ciclo de alta dos preços das commodities, a vulnerabilidade externa conjuntural da economia brasileira se reduz substancialmente. Para isso, serão construídos e analisados indicadores, cujos dados foram obtidos junto ao World Bank Indicators, FMI – World Outlook database 2014, Banco Central do Brasil, IPEAdata e FUNCEXdata. Será realizada ainda uma análise da vulnerabilidade externa estrutural da economia brasileira, com vistas a verificar se a oportunidade gerada com a melhora conjuntural foi aproveitada pelo país para redução de sua vulnerabilidade externa estrutural. Os resultados obtidos sugerem que a oportunidade não foi aproveitada, agravando a vulnerabilidade externa estrutural do país ao adotar o modelo de crescimento com poupança externa...

Acumulação sistêmica, poupança externa e rentismo: observações sobre o caso brasileiro

Paulani,Leda
Fonte: Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo Publicador: Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2013 Português
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66.71%
Ao longo de seus cinco séculos de história, o capitalismo passou por diferentes fases, reservando, em cada uma delas, distintos papéis à periferia do sistema. De sua função inicial como território de espoliação no contexto da fase de acumulação primitiva, o Brasil alcança o começo do século XXI como uma emergente plataforma internacional de valorização financeira, no contexto do capitalismo financeirizado hoje vigente. O discurso neoliberal, que sustenta ideologicamente a financeirização, argumenta que o país não está sob risco ao basear o funcionamento de sua economia na utilização de poupança externa. O artigo tenta demonstrar que o modelo macroeconômico assim estruturado afigura-se como mais um capítulo na longa história de heteronomia e dependência da economia brasileira, resultando em regressão em nosso papel na divisão internacional do trabalho, além do fomento ao rentismo internacional. O artigo procura também mostrar quão relevantes são, em tais circunstâncias, os approaches que mostram, por exemplo, a tendência cíclica de sobrevalorização da taxa de câmbio (Bresser-Pereira, 2008 e 2009), apontando a falácia do discurso rentista, bem como a manutenção da posição secularmente subordinada do país...

Crises financeiras nos anos 1990 e poupança externa

Bresser-Pereira,Luiz Carlos; Gonzalez,Lauro; Lucinda,Cláudio
Fonte: Nova Economia Publicador: Nova Economia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2008 Português
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66.8%
Ao contrário do que afirma a análise econômica convencional, a causa principal das crises financeiras dos países emergentes dos anos 1990 e início dos anos 2000s começando pela do México (1994) e terminando com a da Argentina (2001) não foi fiscal, mas a decisão dos governos de promover o crescimento com poupança externa, isto é, com déficits em conta corrente. Como a taxa de câmbio tem outros determinantes além da absorção interna, o pressuposto dos déficits gêmeos com frequência não é válido. Essas foram de balanço de pagamentos e se caracterizaram por elevados déficits em conta corrente e forte aumento da dívida externa e/ou por forte aumento do déficit em conta corrente, que levaram os credores a se persuadirem que o problema do país era ou de liquidez ou de solvência, ou ambos, e decidirem, subitamente, suspender a rolagem da dívida externa do país. Um teste econométrico substancia a hipótese do trabalho.

Câmbio real, poupança doméstica e poupança externa: análise teórica e evidências empíricas

Rocha,Marcos; Gala,Paulo
Fonte: Nova Economia Publicador: Nova Economia
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2011 Português
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66.96%
Este trabalho tem como principal objetivo investigar as relações entre nível da taxa de câmbio real, poupança externa e poupança doméstica em países emergentes. Dentro do modelo aqui explorado, casos de sobrevalorização excessiva do câmbio real levam a redução de margens de lucro nos setores de produção de bens comercializáveis, resultando numa queda importante no nível de poupança agregada doméstica. A análise econométrica do trabalho indica que a desvalorização relativa da taxa de câmbio parece ter impactos relevantes nos níveis de poupança doméstica de países em desenvolvimento. Os resultados das estimações, em todas as especificações, apontam para uma robusta e significativa relação positiva entre o índice de desvalorização relativa da taxa de câmbio real calculada e a poupança doméstica/PIB.

Acumulação de capital, poupança externa e desempenho macroeconômico dos países emergentes

Rocha,Marcos Aurélio Andrade; Oreiro,José Luis
Fonte: Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas Publicador: Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2011 Português
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67.02%
O presente artigo tem por objetivo apresentar um modelo dinâmico não linear para avaliar a relação entre poupança externa e endividamento externo "excessivo" em países emergentes, resultante da existência de grandes déficits em conta corrente. Para tanto, iremos apresentar um modelo dinâmico no qual (i) um aumento do endividamento externo como proporção do PIB gera um aumento menos do que proporcional na taxa de investimento, uma vez que uma parte do financiamento externo é usada para a aquisição de ativos não reprodutíveis (imóveis e ações); e (ii) o prêmio de risco país é endógeno, crescendo de forma proporcional com o endividamento externo como proporção do PIB. Nesse arcabouço teórico demonstra-se a existência de equilíbrios múltiplos. Mais especificamente, no plano teórico, o artigo tem por objetivo isolar os mecanismos econômicos pelos quais a poupança externa, tendo por veículo o endividamento externo, tem como resultado possível um equilíbrio de baixa lucratividade e uma baixa taxa de retorno sobre o capital, configurando assim uma situação de estagnação econômica. Para testar os efeitos da poupança externa e endividamento nos termos do modelo teórico, é construído um modelo de crescimento com painel dinâmico que avalia se a poupança externa efetivamente tem impacto negativo sobre os resultados em termos de produto per capita dos emergentes.

Relações de curto e longo prazos entre as poupanças interna e externa brasileiras; Texto para Discussão (TD) 577: Relações de curto e longo prazos entre as poupanças interna e externa brasileiras; Short and long-term relationships between the internal and external savings brazilian

Sachsida, Adolfo; Caetano, Marcelo Abi-Ramia
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
Português
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56.91%
Este Texto para Discussão apresenta dois objetivos. Em primeiro lugar, procuram-se estabelecer fatos estilizados sobre poupança interna, externa e investimento brasileiros. O resultado empírico aponta para a substitutibilidade entre as poupanças externa e interna no curto prazo e complementaridade no longo. Em segundo lugar, discute-se a adequação do teste de Feldstein-Horioka. O resultado encontrado é que o teste não reflete mobilidade de capitais do lado real da economia, mas sim variabilidade da poupança externa em relação à interna.; 24 p.

Poupança externa e o financiamento do desenvolvimento; Texto para Discussão (TD) 496: Poupança externa e o financiamento do desenvolvimento; Foreign savings and financing for development

Aurélio, Marcela Meirelles
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
Português
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66.93%
Este trabalho procura avaliar o potencial de contribuição da poupança externa para o financiamento da retomada do crescimento econômico brasileiro. Com base nas relações macroeconômicas que vinculam os fluxos de capitais externos, o déficit em transações correntes e o investimento, buscamos deduzir os pré-requisitos para que a captação de poupança externa seja funcional ao desenvolvimento econômico. Em seguida, tendo como referência as características intrínsecas às três modalidades básicas de captação de recursos externos — a saber, empréstimos em moeda, investimentos de portfólio e investimentos estrangeiros diretos —, procuramos apresentar parâmetros para a reflexão acerca dos seus condicionantes e de sua evolução no longo prazo. Finalmente, sugerimos formas por meio das quais o país poderia melhorar a qualidade do seu funding externo.; 61 p. : il.

Substituição de poupança interna por externa e sobreapreciações da taxa de câmbio; Texto para Discussão (TD) 1870: Substituição de poupança interna por externa e sobreapreciações da taxa de câmbio; Substitution of domestic savings by foreign savings and over-evaluate the real exchange

Rocha, Marcos; Marconi, Nelson
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Texto para Discussão (TD)
Português
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57.05%
O texto avalia a estratégia de crescimento com poupança externa adotada por muitos países e suas consequências. De acordo com Bresser-Pereira e Nakano (2003), existe nas economias emergentes uma alta taxa de substituição de poupança interna por externa durante o processo de influxo dos recursos estrangeiros, resultante desta estratégia de crescimento. Isto acontece porque, em geral, a maior parte do déficit em contracorrente se transforma em consumo de importados; a parcela gasta em investimento é pequena, dada a alta propensão a consumir dos países em desenvolvimento e as sobreapreciações cambiais derivadas desta política de crescimento. O estudo avaliou teórica e empiricamente a existência de substituição de poupança externa por interna nos países em desenvolvimento e o papel adverso da sobreapreciação da taxa de câmbio real (TCR). Para isso, foi utilizado um painel dinâmico, System-GMM, com 48 países de renda média como amostra, no período de 1970-2004. Os resultados mostram um processo de substituição de poupança interna por externa significativa, com interação entre sobreapreciação do câmbio e influxo de recursos externos.; 32 p.

Fluxos de capitais na América do Sul e crescimento econômico : uma análise da relação entre poupança externa e investimento

Teixeira, Rodrigo Alves; Freddo, Daniela
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Boletim de Economia e Política Internacional - Artigos
Português
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66.97%
Neste artigo, objetiva-se examinar a relação entre os fluxos de capitais e a dinâmica do investimento nas economias da América do Sul. Os países analisados foram escolhidos de acordo com o volume do produto interno bruto (PIB), em paridade de poder de compra (PPC): Brasil, Argentina, Colômbia e Venezuela. Sob a perspectiva das contas nacionais, relaciona-se o saldo de transações correntes com a demanda agregada dos países correspondentes e verifica-se a conexão entre aquele saldo, que mostra a capacidade ou necessidade de financiamento externo, e a formação bruta de capital fixo (FBCF). Nota-se que o fluxo de poupança externa para a América do Sul foi mais significativo na década de 1990. No entanto, não é possível generalizar que a poupança externa foi acompanhada por uma elevação da FBCF, pois houve, neste período, substituição da poupança externa pela interna em alguns países e também instabilidade dos fluxos de capitais, que conduziram a crises financeiras. No ciclo de crescimento de 2003 a 2008, o crescimento da poupança interna acompanha a expansão da FBCF, e isso pode ter contribuído para o menor contágio da crise financeira mundial nos países considerados.; p. 33-48 : il.

Acumulação sistêmica, poupança externa e rentismo: observações sobre o caso brasileiro

Paulani, Leda
Fonte: Universidade de São Paulo. Instituto de Estudos Avançados Publicador: Universidade de São Paulo. Instituto de Estudos Avançados
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; ; ; Formato: application/pdf
Publicado em 01/01/2013 Português
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66.71%
Ao longo de seus cinco séculos de história, o capitalismo passou por diferentes fases, reservando, em cada uma delas, distintos papéis à periferia do sistema. De sua função inicial como território de espoliação no contexto da fase de acumulação primitiva, o Brasil alcança o começo do século XXI como uma emergente plataforma internacional de valorização financeira, no contexto do capitalismo financeirizado hoje vigente. O discurso neoliberal, que sustenta ideologicamente a financeirização, argumenta que o país não está sob risco ao basear o funcionamento de sua economia na utilização de poupança externa. O artigo tenta demonstrar que o modelo macroeconômico assim estruturado afigura-se como mais um capítulo na longa história de heteronomia e dependência da economia brasileira, resultando em regressão em nosso papel na divisão internacional do trabalho, além do fomento ao rentismo internacional. O artigo procura também mostrar quão relevantes são, em tais circunstâncias, os approaches que mostram, por exemplo, a tendência cíclica de sobrevalorização da taxa de câmbio (Bresser-Pereira, 2008 e 2009), apontando a falácia do discurso rentista, bem como a manutenção da posição secularmente subordinada do país...

Câmbio real, poupança doméstica e poupança externa: análise teórica e evidências empíricas

Rocha, Marcos; Gala, Paulo
Fonte: Nova Economia; Nova Economia Publicador: Nova Economia; Nova Economia
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 07/05/2012 Português
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Este trabalho tem como principal objetivo investigar as relações entre nível da taxa de câmbio real, poupança externa e poupança doméstica em países emergentes. Dentro do modelo aqui explorado, casos de sobrevalorização excessiva do câmbio real levam a redução de margens de lucro nos setores de produção de bens comercializáveis, resultando numa queda importante no nível de poupança agregada doméstica. A análise econométrica do trabalho indica que a desvalorização relativa da taxa de câmbio parece ter impactos relevantes nos níveis de poupança doméstica de países em desenvolvimento. Os resultados das estimações, em todas as especificações, apontam para uma robusta e significativa relação positiva entre o índice de desvalorização relativa da taxa de câmbio real calculada e a poupança doméstica/PIB.

Crises financeiras nos anos 1990 e poupança externa

Bresser-Pereira, Luiz Carlos; Gonzalez, Lauro; Lucinda, Cláudio
Fonte: Nova Economia; Nova Economia Publicador: Nova Economia; Nova Economia
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Formato: application/pdf
Publicado em 26/01/2011 Português
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66.8%
Ao contrário do que afirma a análise econômica convencional, a causa principal das crises financeiras dos países emergentes dos anos 1990 e início dos anos 2000s começando pela do México (1994) e terminando com a da Argentina (2001) não foi fiscal, mas a decisão dos governos de promover o crescimento com poupança externa, isto é, com déficits em conta corrente. Como a taxa de câmbio tem outros determinantes além da absorção interna, o pressuposto dos déficits gêmeos com frequência não é válido. Essas foram de balanço de pagamentos e se caracterizaram por elevados déficits em conta corrente e forte aumento da dívida externa e/ou por forte aumento do déficit em conta corrente, que levaram os credores a se persuadirem que o problema do país era ou de liquidez ou de solvência, ou ambos, e decidirem, subitamente, suspender a rolagem da dívida externa do país. Um teste econométrico substancia a hipótese do trabalho.

Acumulação de capital, poupança externa e desempenho macroeconômico dos países emergentes

Rocha, Marcos Aurélio Andrade; Oreiro, José Luis
Fonte: Universidade Estadual de Campinas - Instituto de Economia - Setor de Publicações Publicador: Universidade Estadual de Campinas - Instituto de Economia - Setor de Publicações
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; Artigo Avaliado pelos Pares; Formato: application/pdf
Publicado em 06/01/2016 Português
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67.02%
O presente artigo tem por objetivo apresentar um modelo dinâmico não linear para avaliar a relação entre poupança externa e endividamento externo “excessivo” em países emergentes, resultante da existência de grandes déficits em conta corrente. Para tanto, iremos apresentar um modelo dinâmico no qual (i) um aumento do endividamento externo como proporção do PIB gera um aumento menos do que proporcional na taxa de investimento, uma vez que uma parte do financiamento externo é usada para a aquisição de ativos não reprodutíveis (imóveis e ações); e (ii) o prêmio de risco país é endógeno, crescendo de forma proporcional com o endividamento externo como proporção do PIB. Nesse arcabouço teórico demonstra-se a existência de equilíbrios múltiplos. Mais especificamente, no plano teórico, o artigo tem por objetivo isolar os mecanismos econômicos pelos quais a poupança externa, tendo por veículo o endividamento externo, tem como resultado possível um equilíbrio de baixa lucratividade e uma baixa taxa de retorno sobre o capital, configurando assim uma situação de estagnação econômica. Para testar os efeitos da poupança externa e endividamento nos termos do modelo teórico, é construído um modelo de crescimento com painel dinâmico que avalia se a poupança externa efetivamente tem impacto negativo sobre os resultados em termos de produto per capita dos emergentes.Abstract Capital accumulation...