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Ajustamento Emocional e Qualidade de Vida de Doentes com Sarcomas. Contextos de Influência e Trajectórias Individuais

Paredes, Tiago Filipe Caldeira
Fonte: Universidade de Coimbra Publicador: Universidade de Coimbra
Tipo: Tese de Doutorado
Português
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Introdução: A Qualidade de Vida (QdV) é um conceito que tem vindo a emergir no domínio da oncologia, fruto do reconhecimento de que o impacto do cancro e dos seus tratamentos deve ser entendido de forma ampla, tendo em conta as consequências nas diferentes áreas de vida do indivíduo (Bowden & Fox-Rushby, 2003; Fleck, 2008). Paralelamente, assistimos também a uma preocupação crescente com a avaliação de problemas de ajustamento, morbilidade psicossocial e distress psicológico que podem resultar da doença e do seu tratamento (Nezu, Nezu, Felgoise, & Zwick, 2003; Zebrack, Yi, Peterson, & Ganz, 2007). O impacto do cancro na QdV é amplamente reconhecido, estando relacionado com as várias implicações do diagnóstico, da própria doença e das terapêuticas usadas (McQuellon et al., 2003; Michael & Tannock, 1998; Tan, Waldman, & Bostick, 2002). Por outro lado, uma prevalência significativa de distress psicossocial tem sido encontrada em doentes com cancro, estando presente em todas as fases dos cuidados em oncologia (Holland & Alici, 2010). Contudo, a investigação sobre ajustamento psicossocial ao cancro tem-se debruçado, sobretudo, em tipos de neoplasias malignas frequentemente diagnosticadas, sendo que os estudos em patologias oncológicas mais raras são...

Mulheres imigrantes brasileiras em Portugal : trajectórias e projectos de vida

Miranda, Joana
Fonte: ICS - Instituto de Ciências Sociais/CICS da Universidade do Minho Publicador: ICS - Instituto de Ciências Sociais/CICS da Universidade do Minho
Tipo: Conferência ou Objeto de Conferência
Publicado em //2009 Português
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A intensificação dos fluxos migratórios que se tem verificado nos últimos anos tendo Portugal por destino tem estimulado a investigação sobre as diferentes comunidades de migrantes residentes no país. O estudo destas comunidades tem privilegiado as dimensões económicas e sociais, tendo a dimensão psicológica estado algo omissa da agenda de investigação. As comunidades têm também sido estudadas como um todo não tendo a maioria dos estudos incidido sobre as mulheres migrantes em particular. Esta comunicação pretende apresentar os resultados do projecto Mulheres imigrantes em Portugal - Memórias, dificuldades de integração e projectos de vida financiado pelo ACIDI e que teve por alvo mulheres migrantes de três comunidades que se encontram entre as mais representativas no país: Brasileiras, Cabo-verdianas e Ucranianas. Apenas nos centraremos nos resultados relativos às mulheres Brasileiras. O projecto procurou reconstituir as suas memórias e identidades, as dificuldades que sentem na habitualmente denominada sociedade de acolhimento bem como os seus projectos de vida, tendo os dados sido obtidos através de entrevistas semi-directivas.

Modos de envelhercer : trajectórias de vida activa, qualidade de vida e práticas mediáticas

Mendes, Rita Mendes dos Reis
Fonte: Universidade Católica Portuguesa Publicador: Universidade Católica Portuguesa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em 29/09/2014 Português
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O objectivo central desta tese é conhecer a influência das práticas mediáticas nos modos de envelhecer e na qualidade de vida. Partiu-se do conceito central de Envelhecimento Activo (OMS, 2002), segundo o qual devemos promover as oportunidades que possam melhorar a qualidade de vida durante o envelhecimento. A teoria das Práticas de Media (Couldry, 2003) permitiu compreender melhor o modo como os media, e em especial os «novos» media, se articulam com as práticas diárias dos mais velhos, contribuindo para a produção de um sentido para o seu quotidiano. A minha tese é a de que as trajectórias de vida activa, a qualidade de vida nas suas várias dimensões e as práticas mediáticas contribuem para diferentes modos de envelhecer. A pesquisa empírica foi desenvolvida através de entrevistas biográficas a 4 homens e 8 mulheres, com idades compreendidas entre os 78 e os 91 anos, com diferentes graus de escolaridade e provenientes de diferentes meios (rural e urbano) e classes sociais. Os entrevistados residiam em contextos de institucionalização distintos (em modalidade de lar ou de centro de dia) em duas residências na área metrolopitana de Lisboa, que tiveram maior ou menor contacto e utilização das novas tecnologias. Esta escolha justifica-se por se partir da hipótese de que diferentes contextos...

Trajectórias de usos de drogas e experiências de consumo problemático na juventude

Silva, Telma Joana Cunha e
Fonte: Universidade Católica Portuguesa Publicador: Universidade Católica Portuguesa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em 31/01/2012 Português
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O presente estudo visa caracterizar trajectórias de jovens que atravessaram um período de experiências problemáticas com drogas, bem como o abandono de tal comportamento, de modo a conhecer a extensão deste fenómeno no sector juvenil e compreender os processos inerentes à superação do consumo problemático, reconhecendo a implicação destes no desenvolvimento pessoal e social saudável. Optamos por uma abordagem qualitativa, de forma a explorarmos significados associados ao uso de drogas no seio de um percurso de vida, tomando a perspectiva narrativa como veículo através do qual os indivíduos projectam e comunicam sentidos (Manita, 2001; Fernandes & Carvalho, 2000; Denzin & Lincoln, 1994). Ao longo da trajectória, o uso de substâncias psicoactivas (SPA) adopta um papel central e sua progressão parece proporcionar um distanciamento em relação aos objectivos de vida dos jovens, que reportam vulnerabilidade e dificuldade em controlarem os seus usos de drogas, revelando prejuízos a nível de saúde mental, desinteresse escolar e enfraquecimento da qualidade dos laços com a família e os pares. Já no que concerne à superação do uso problemático de drogas, se alguns participantes cessam o uso pela percepção de risco associada à sua conduta. Outros...

Trajectórias de profissionalidade e ciclo de vida profissional: um contributo para o conhecimento dos professores de educação especial

Faustino, Isabel Maria Lopes Ribeiro
Fonte: Instituto Politécnico de Lisboa Publicador: Instituto Politécnico de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em /05/2011 Português
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Dissertação apresentada à Escola Superior de Educação de Lisboa para obtenção de grau de mestre em Ciências da Educação - Especialidade Educação Especial; Esta investigação insere-se na temática do ciclo de vida e desenvolvimento profissional. Visa estudar as trajectórias de profissionalidade de seis professoras de educação especial através da identificação e caracterização das diferentes fases do seu ciclo de vida profissional e, em simultâneo, apreender alguns traços da sua identidade profissional. Trata-se de um estudo exploratório enquadrado no paradigma de investigação qualitativa. Como suporte de recolha de dados aproximámo-nos da metodologia adoptada na abordagem biográfica, ou das histórias de vida, através da realização de entrevistas abertas, semi-estruturadas em torno de tópicos previamente definidos. Para balizarmos e caracterizarmos as fases do ciclo de vida profissional baseámo-nos no modelo proposto por Huberman (1989). Detivemo-nos sobre a análise dos acontecimentos que marcaram a trajectória profissional de cada uma das entrevistadas (factores circunstanciais ou de contexto), a sua cronologia e a forma como reagiram às situações (factores pessoais: sentimentos e atitudes). Considerando o conteúdo e a natureza dos seus discursos verificámos que a sucessão de fases da sua trajectória profissional acontece ao longo do tempo e é fruto de factores pessoais mas...

Trajectórias de vida e frequência do processo de RVCC NS : uma análise ao caso do Centro Novas Oportunidades de Benavente

Fonseca, Isabel Alexandra da Silva Brito, 1971-
Fonte: Universidade de Lisboa Publicador: Universidade de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2011 Português
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Trabalho de Projecto de mestrado, Ciências da Educação (Formação de Adultos), Universidade de Lisboa, Instituto de Educação, 2011; O ponto de partida deste trabalho de projecto assenta na realização de uma narrativa autobiográfica sobre o percurso formativo, profissional e social da autora, por forma a identificar-se momentos, pessoas e contextos de vida significativos, bem como aprendizagens realizadas, articulando-o com o suporte teórico sobre o processo de formação de adultos. Este trabalho aborda a temática da formação de adultos de um ponto de vista humanista, holístico e sistémico, centrando-se nas políticas públicas de educação de adultos e na sua evolução ao longo do tempo, bem como nos conceitos de aprendizagem formal, não formal e informal. Neste sentido, foram abordadas diversas questões associadas a esta problemática, designadamente as políticas adoptadas ao nível da UNESCO, da UE e em Portugal, a perspectiva da educação permanente e da aprendizagem ao longo da vida, recorrendo-se aos conceitos da lógica emancipatória e da lógica da gestão de recursos humanos. Tendo em vista a compreensão do modo como os contextos e trajectórias de vida dos adultos favorecem ou potenciam a frequência do Processo de RVCC NS...

Trajectórias e Estilos de Vida Familiar de Ex-residentes de uma Comunidade Terapêutica

Vieira, Rita Isabel Fazenda
Fonte: Instituto Universitário de Lisboa Publicador: Instituto Universitário de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em 03/03/2009 Português
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Mestrado em Família e Sociedade; Esta dissertação procura dar conta do estudo realizado no âmbito do Mestrado em Família e Sociedade, sobre as trajectórias de vida dos ex-residentes da Comunidade Terapêutica (CT) do Restelo, conducentes ao estilo de vida familiar actual, cerne da investigação. Procura-se compreender qual a influência da experiência de tratamento em CT e qual a relação actual com o passado de toxicodependência a nível familiar. É um estudo exploratório, apesar de a metodologia utilizada ser qualitativa, procurando captar com a maior profundidade possível a realidade dos sujeitos. Pode constatar-se, em traços muito gerais, que as trajectórias se fazem tendencialmente no sentido da autonomização, relativamente à família de origem, constituindo os indivíduos a sua própria família, na qual procuram concretizar o projecto adiado de individualização e realização pessoal. O tipo de família tendencialmente constituído é, na linha de Kellerhals, o “companheirista”. Na educação dos filhos predomina o estilo “contratualista”, procurando não repetir na relação com os filhos padrões familiares considerados como não saudáveis. As relações familiares são, em muitas situações, atravessadas pela culpabilidade inerente ao passado de toxicodependência. A influência da experiência de tratamento na CT é sobretudo evidente na melhoria da relação consigo próprio...

E depois do Rendimento Social de Inserção? Uma análise longitudinal e biográfica de ex-beneficiários do concelho de Ribeira Grande

Dutra, Ana Cristina Resendes
Fonte: Instituto Universitário de Lisboa Publicador: Instituto Universitário de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em 11/03/2011 Português
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Mestrado em Serviço Social; Neste trabalho procede-se ao estudo, de um ponto de vista longitudinal, do impacte do Rendimento Mínimo Garantido / Rendimento Social de Inserção nas trajectórias de inserção social e autonomização dos beneficiários. No plano analítico, este trabalho inscreve a análise das perspectivas teóricas sobre a pobreza e exclusão social, bem como, sobre as políticas de inserção e dispositivos de acompanhamento social. No plano empírico, desenvolveu-se uma pesquisa eminentemente intensivaqualitativa, com uma vertente extensiva-quantitativa. Assim, analisaram-se os processos sociais referentes a situações de cessação da prestação de Rendimento Social de Inserção no ano de 2004, no concelho de Ribeira Grande, e efectuaram-se 12 entrevistas de orientação biográfica ao antigo titular da prestação. Os resultados obtidos revelam os impactes significativos do Rendimento Social de Inserção ao nível da satisfação de necessidades básicas e reforço de competências pessoais, sociais e profissionais, determinantes na construção de percursos de autonomização e inserção social. Contudo, não são expressivos os impactes da medida ao nível do emprego, embora seja esta a forma privilegiada de inserção. As trajectórias de vida após a cessação da prestação são marcadas...

Pobreza, exclusão social e transições em ciclo de vida: (re)traçando trajectórias (in)comuns em contexto europeu

Baptista, Isabel; Cardoso, Ana; Perista, Pedro
Fonte: CET - Centro de Estudos Territoriais Publicador: CET - Centro de Estudos Territoriais
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em /06/2001 Português
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O texto que aqui se apresenta resulta do trabalho de investigação desenvolvido no quadro de um projecto transnacional realizado no âmbito do Programa TSER da União Europeia, e que decorreu entre 1997 e 2000, tendo como principal objecto de análise o Painel dos agregados domésticos privados da União Europeia. Neste projecto, privilegiou-se a análise dinâmica e comparativa dos dados - entre os países representados no estudo, recorrendo-se, para tal, às segunda e terceira vagas, correspondentes aos anos de 1995 e 1996, as mais recentes actualmente disponíveis. No presente artigo dá-se conta dos principais resultados obtidos no que respeita à relação entre a pobreza e a exclusão social, tendo-se privilegiado um enfoque específico sobre a análise de quatro transições em ciclo de vida: transição para a vida adulta; para a monoparentalidade; para uma situação de doença/deficiência; e para a reforma. Assim, a par da persistência de problemas de natureza estrutural da sociedade portuguesa, e que são transversais a todas as transições é possível identificar problemas que afectam especificamente cada um destes grupos contribuindo para a sua maior ou menor vulnerabilidade face aos fenómenos da pobreza e da exclusão social.

Origens, destinos e trajectórias de classe: uma análise exploratória da mobilidade social em 2 gerações de portugueses

Ramos, Vasco Miguel dos Santos
Fonte: Instituto Universitário de Lisboa Publicador: Instituto Universitário de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em //2011 Português
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Mestrado em Sociologia; Diversos estudos demonstram a manutenção de elevados níveis de desigualdade na sociedade portuguesa, com a situação da família de origem a influenciar fortemente a trajectória social dos indivíduos. Tendo como pano de fundo as significativas alterações que enquadram a modernidade portuguesa, o objectivo central do estudo é analisar a mobilidade social, a partir da investigação comparativa das trajectórias de classe social de portugueses nascidos em diferentes gerações. Parte-se de uma perspectiva teórica sobre as classes sociais, que as entende como um conjunto de agentes que ocupam posições aproximadas, num sistema pluridimensional de desigualdades, e valoriza-se uma perspectiva sobre o percurso de vida que reconhece a importância central dos constrangimentos estruturais, mas não os assume como um determinismo, salientando a necessidade de os analisar longitudinalmente. Usando dados do projecto "Trajectórias familiares e redes sociais: a trajectória de vida numa perspectiva intergeracional" examinam-se comparativamente trajectórias de classe seguindo o percurso de vida. Utiliza-se uma metodologia inovadora que recorre à análise sequencial procurando estabelecer uma relação entre tempo histórico e mobilidade social. Comparam-se trajectórias de classe dos indivíduos em função das suas origens de classe...

Transição biográfica inacabada: transições para a vida adulta em Portugal e na Europa na perspectiva do curso de vida

Nico, Magda Lalanda
Fonte: Instituto Universitário de Lisboa Publicador: Instituto Universitário de Lisboa
Tipo: Tese de Doutorado
Publicado em /06/2011 Português
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Doutoramento em Sociologia; As mudanças sociais no curso de vida durante o período de transição para a vida adulta, especialmente na esfera que tende a ser mais esquecida - a habitacional - constituem o objecto de estudo desta tese. Para o abordar, atravessa-se a variada paleta metodológica proposta pela perspectiva do curso de vida, usando escalas e instrumentos de análise entre uma perspectiva macro, baseada em dados quantitativos retirados de inquéritos representativos de vários países europeus sobre o timing e a ocorrência dos eventos de transição (neste caso o European Social Survey 2006); e uma perspectiva micro que, usando dados qualitativos, de fonte primária, de entrevistas de carácter biográfico e da aplicação de calendários de vida, permite abordar fenómenos em que a intencionalidade da acção, a adaptação estratégica e a reflexividade assumem uma maior importância. A comparabilidade entre países e coortes etárias foi posta em prática na análise das sequências das transições e da desestandardização do curso de vida, bem como da heterogeneidade, ao longo do tempo e do espaço, do ritmo com que ocorre a (primeira) saída de casa dos pais. Através dos dados recolhidos junto de 52 jovens...

A Juventude como Fase de Vida: dos ritos de passagem aos ritos de impasse

Pais,José Machado
Fonte: Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo.; Associação Paulista de Saúde Pública. Publicador: Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo.; Associação Paulista de Saúde Pública.
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/09/2009 Português
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O curso de vida apresenta-se segmentado em diferentes fases. Porém, nas três últimas décadas - pelo menos em nível europeu - diversos estudos têm acentuado uma crescente variabilidade na determinação das fronteiras que as separam. No que respeita à juventude é certo que continuam a ser valorizados determinados marcadores de passagem para a chamada idade adulta, como é o caso da obtenção de um emprego, do casamento ou do nascimento do primeiro filho (European Social Survey de 2006/2007). Entretanto, as trajectórias de vida bloqueiam frequentemente encruzilhadas de impasse, determinadas por variáveis societais, apesar de os arranjos de transição cada vez mais se alinharem com estratégias de autonomização, na esteira das teses da individualização. Em sociedades de outrora, existiam ritos de passagem que demarcavam, de modo preciso, a transição dos jovens para a idade adulta. Hoje em dia, muitos desses ritos desapareceram embora alguns ainda sobrevivam. É o que acontece com a chamada festa dos rapazes, rito de iniciação à idade adulta que ocorre em muitas aldeias do nordeste de Portugal, onde a identidade masculina é celebrada de forma festiva, transgressora, orgiástica. Pesquisas etnográficas sobre a festa dos rapazes sugerem-nos que a complexidade do moderno não é redutível a manifestações do passado despidas de suas novas valências significativas. O objectivo deste artigo é...

Praticar a inclusão e não apenas falar de inclusão

César, Margarida; Investigadora associada do Centre de Recherche en Psychologie Socioculturelle de l’Institut de Psychologie et Education, Université de Neuchâtel, Suíça; Machado, Ricardo; Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências e Tecno
Fonte: Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém Publicador: Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: application/pdf
Publicado em 05/04/2015 Português
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O projecto Interacção e Conhecimento (IC) tinha como principais objectivos: (1) estudar e promover as interacções sociais em cenários de educação formal; e (2) contribuir para uma educação inclusiva e intercultural (César, 2009, 2013a). Não citou apenas documentos de política educativa que instigavam os países e sistemas de ensino a subscreverem princípios da educação inclusiva (UNESCO, 1994). Desenvolveu práticas, recorrendo a mecanismos de inter-empowerment (César, 2013a) e a dinâmicas regulatórias Escola/Família (César, 2013b), promovendo a participação legítima (Lave & Wenger, 1991). Permitiu traçar trajectórias de participação ao longo da vida mais frutuosas (César, 2013a), nomeadamente para quem participava em culturas vulneráveis (César, in press) e/ou necessitava de apoios educativos e sociais especializados (César, 2014). Assumimos um paradigma interpretativo (Denzin, 2002) e um design de investigação-acção (Mason, 2002). Os participantes são: alunos, professores/investigadores, outros agentes educativos, investigadores, observadores e avaliadores externos. Os instrumentos de recolha de dados são: observação, questionários, entrevistas, conversas informais, relatórios, recolha documental...

Transições e pontos críticos das trajectórias de escolaridade: estudo de caso em seis escolas secundárias da grande Lisboa

Lopes, Margarida Chagas; Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa
Fonte: Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém Publicador: Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: application/pdf
Publicado em 06/04/2012 Português
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78.31069%
A análise dos dados longitudinais com vista à reconstituição das trajectórias escolares individuais constitui um domínio de investigação relativamente pouco explorado em Portugal, devido à ausência regular de informação oficial com aquelas características. No entanto, e como nos mostram, entre outras, as teorias de ciclo de vida, este tipo de estudos revela-se de forte potencial explicativo, já que grande parte dos percursos escolares do(a)s adolescentes é marcada pela conjugação dinâmica de factores cuja influência se vai exercendo cumulativamente. A interacção de múltiplos determinantes, bem como a acção conjunta daqueles factores, revela-se particularmente nítida nos pontos mais críticos das trajectórias, designadamente na transição entre ciclos, e, especialmente, na forma mais ou menos bem sucedida como aquela transição tem lugar. De entre aqueles condicionantes dinâmicos das transições, pretendíamos considerar com especial detalhe neste contributo o chamado “efeito escola”, visto tanto no que concerne à potencial mobilidade entre estabelecimentos de ensino, como ao estabelecimento específico onde o Ensino Secundário foi concluído. Com base em duas sub-amostras constituídas a partir de informação recolhida por inquérito longitudinal a 530 diplomado(a)s do Ensino Secundário de quatro e duas Escolas Secundárias da Grande Lisboa...

Crianças na rua Infância, trajectos de vida e práticas sociais

Fernandes, Sara Cristina Grund de Oliveira Gamito; Universidade do Minho, Instituto de Estudos da Criança
Fonte: Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém Publicador: Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: application/pdf
Publicado em 06/04/2012 Português
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Trata-se de uma comunicação simples, fala de gente simples que não percorre um caminho simples e para quem “o que há-de vir” não se perspectiva assim tão simples. Têm entre os seis e os dezasseis anos, e os seus percursos não são, de todo, trechos retirados dos contos de fadas que qualquer um de nós escreve para os seus filhos. Fruto de muitos estudos e investigações, reina, nos nossos dias, a teoria de que o indivíduo se desenvolve de acordo com um poder quase inverosímil de moldagem de identidade, predefinida por padrões impostos pela sociedade. Torna-se normal e apto quem obedece a um percurso linear de ascensão, e ganha direito a um rótulo de "aberração" social, todo aquele que se desvia desta norma que de uma forma normal se impõe. Noutras cidades de Portugal e do mundo chamam-lhes "meninos de rua", mas em Braga, cidade escolhida para a investigação, todos têm família, todos têm casa, mas em casa, "não se sentem em casa"... e então vêm para a rua. Reclamam para si um espaço nu, um espaço vazio, enchem-no; partilham tudo aquilo que não têm com outros que também não têm; aprendem códigos de (sobre)vivência pessoal e familiar num espaço que é no fundo o espaço de todos nós, mas que nenhum de nós reclama; dão-lhe cor...

Cotidiano, expressões culturais e trajectórias de vida : uma investigação participativa com crianças em situação de rua

Santana, Juliana Prates
Fonte: Universidade do Minho Publicador: Universidade do Minho
Tipo: Tese de Doutorado
Publicado em 12/05/2008 Português
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Tese de Doutoramento em Estudos da Criança - área de Especialização em Sociologia da Infância; A tese Cotidiano, Expressões Culturais e Trajetórias de Vida: Uma investigação participativa com crianças em situação de rua – objetiva investigar o cotidiano das crianças inseridas em uma instituição pública destinada ao atendimento de crianças em situação de rua, suas produções culturais e suas trajetórias de vida. A investigação parte do pressuposto de que as crianças são atores sociais e que devem, por isso, ser inseridas no processo de produção do conhecimento sobre si mesmas. Nesse sentido a tese se constrói a partir da conjugação de vários pontos de partida: utiliza como base teórica os contributos da Sociologia da Infância, área de conhecimento que busca conhecer as crianças a partir do seu próprio campo; recorre às metodologias participativas e às orientações etnográficas como forma de aceder aos discursos das crianças; e considera as produções culturais das crianças como fonte principal de informações sobre elas próprias e seus mundos de vida. Com o intuito de alcançar o objetivo proposto foram realizadas observações de orientação etnográfica, sendo as crianças convidadas a se integrarem ao projeto...

A Institucionalização no Feminino: Que Repercussões na Reintegração: Trajectórias de Vida e Dimensão dos Factores de (des) Protecção

Ferra, Cristina Isabel de Carvalho dos Reis Oliveira
Fonte: ISMT Publicador: ISMT
Tipo: Dissertação de Mestrado
Português
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A presente dissertação – A Institucionalização no Feminino: que repercussões na Reintegração (Trajectórias de vida e dimensão dos factores de (des) protecção na transmissão intergeracional das jovens que saíram da CIJE de Castelo Branco no período de 1995-2000) – foi realizada no âmbito do VI Curso de Mestrado em Serviço Social. O objecto desta dissertação centrou-se na análise das trajectórias de vida de mulheres adultas que durante a sua infância estiveram internadas na Instituição Casa de Infância e Juventude de Castelo Branco e cuja desinstitucionalização ocorreu no período de 1995 a 2000, considerando como critério a residência das jovens no Distrito de Castelo Branco. Para a prossecução desta investigação, adoptou-se uma metodologia qualitativa. Recorreu-se à análise documental e a entrevistas semi-directivas efectuadas a nove jovens. Com esta investigação pretendeu-se estudar as trajectórias para a obtenção de dados sobre a experiência de vida, o seu processo de autonomização e de que forma a medida de institucionalização se reproduziu nos descendentes, e se estes constam igualmente das crianças e jovens com medida de protecção, nomeadamente de acolhimento institucional. Relativamente aos objectivos...

A Juventude como Fase de Vida: dos ritos de passagem aos ritos de impasse; Youth as a Stage of Life: from rites of passage to rites of impasse

Pais, José Machado
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; ; ; Formato: application/pdf
Publicado em 01/09/2009 Português
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O curso de vida apresenta-se segmentado em diferentes fases. Porém, nas três últimas décadas - pelo menos em nível europeu - diversos estudos têm acentuado uma crescente variabilidade na determinação das fronteiras que as separam. No que respeita à juventude é certo que continuam a ser valorizados determinados marcadores de passagem para a chamada idade adulta, como é o caso da obtenção de um emprego, do casamento ou do nascimento do primeiro filho (European Social Survey de 2006/2007). Entretanto, as trajectórias de vida bloqueiam frequentemente encruzilhadas de impasse, determinadas por variáveis societais, apesar de os arranjos de transição cada vez mais se alinharem com estratégias de autonomização, na esteira das teses da individualização. Em sociedades de outrora, existiam ritos de passagem que demarcavam, de modo preciso, a transição dos jovens para a idade adulta. Hoje em dia, muitos desses ritos desapareceram embora alguns ainda sobrevivam. É o que acontece com a chamada festa dos rapazes, rito de iniciação à idade adulta que ocorre em muitas aldeias do nordeste de Portugal, onde a identidade masculina é celebrada de forma festiva, transgressora, orgiástica. Pesquisas etnográficas sobre a festa dos rapazes sugerem-nos que a complexidade do moderno não é redutível a manifestações do passado despidas de suas novas valências significativas. O objectivo deste artigo é...

Novos usos de drogas: um estudo qualitativo a partir das trajectórias de vida

Trigueiros,Liliana; Carvalho,Maria Carmo
Fonte: Instituto da Droga e da Toxicodependência, I.P. Publicador: Instituto da Droga e da Toxicodependência, I.P.
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2010 Português
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O presente estudo visa contribuir para a caracterização dos jovens utilizadores de substâncias psicoactivas (SPAs), num contexto de grande transformação do fenómeno de uso de drogas no nosso país e no plano internacional. Apresentam-se os dados de uma pesqui­sa exploratória que pretende contribuir para a caracterização dos jovens consumidores, apontando algumas regularidades nas suas trajectórias de vida, através de uma metodologia biográfica com entrevistas em profundidade a uma amostra de 22 jovens, reunida por amostragem em cadeia (snowball). Dois grupos evidenciaram-se, pelo seu distanciamento vs. proximidade em relação a padrões de uso problemático, designados aqui por trajectórias ex-problemáticas nos velhos consumidores e não-problemáticas nos novos consumidores. Os resultados demonstraram ainda que estes jovens têm uma grande estruturação familiar e estão bem inseridos na sua comunidade. Destacamos a ausência de linearidade na relação entre presença de comportamentos transgressivos e consumo de SPAs, assim como uma forte associação deste último aos contextos recreativos e ao grupo de pares.

Padrões de mudança de casa e eventos de vida: uma análise das carreiras habitacionais

Nico,Magda
Fonte: Faculdade de Letras da Universidade do Porto Publicador: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2014 Português
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Os momentos de vida em que os indivíduos mudam de casa e a duração e condições da permanência numa determinada residência contribuem de forma relevante, no estudo da mudança social, para o estabelecimento de efeitos período, geração e idade tão caros à perspetiva do curso de vida. Neste artigo, estas relações são exploradas com base nos eventos de vida - profissionais, familiares, disruptivos - responsáveis pela mudança de casa. A análise é desenvolvida através da base de dados longitudinal do projeto financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), “Trajectórias Residenciais e Metropolização: continuidades e mudanças na Área Metropolitana de Lisboa” (ISCTE-IUL, Dinâmia-CET), amavelmente cedida para efeitos desta publicação