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Alguns contributos para a caracterização da baixa fecundidade em Portugal

Maciel, Andreia; Mendes, Maria Filomena; Infante, Paulo
Fonte: INE Publicador: INE
Tipo: Artigo de Revista Científica
Português
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56.14%
Face ao acentuado declínio da fecundidade em Portugal, com este trabalho pretende-se perceber as diferenças existentes entre o número de filhos desejados aos 20 anos e os filhos efetivamente tidos. Utilizando os dados do Eurobarómetro 2006, recorremos, em particular, à regressão logística para identificar e quantificar o efeito de covariáveis significativas, concluindo que o sexo feminino, o trabalhar a tempo inteiro, o estar separado, o ser mais jovem e o ter o primeiro filho muito tarde são fatores potenciadores de ter menos filhos que os que pretendiam ter aos 20 anos.

Manutenção de uma baixa fecundidade versus alteração da dimensão ideal da família no Sul da Europa

Maciel, Andreia; Mendes, Maria Filomena; Infante, Paulo
Fonte: APS Publicador: APS
Tipo: Artigo de Revista Científica
Português
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56.28%
O adiamento da entrada na vida reprodutiva, referido como uma das principais causas quer do declínio da fecundidade por período, quer da sua manutenção em níveis substancialmente baixos, gerou a expectativa de que as alterações demográficas ora registadas sejam meramente temporárias e de que no seu término haveria uma recuperação dos níveis da fecundidade. Contudo, ultimamente, tem-se suscitado o receio de que os diminutos níveis de fecundidade do momento possam ser não somente o resultado do adiamento do nascimento dos filhos, mas também da sua renúncia parcial. Neste contexto, o nosso objetivo será verificar se existem diferenças na dimensão ideal da família consoante os grupos etários, e se, de facto, as coortes mais jovens apresentam uma preferência por uma família com menor descendência, bem como averiguar se o número ideal de filhos difere entre homens e mulheres. Pretende-se, ainda, perceber em que medida as diferenças entre o número de filhos que os indivíduos têm reportado como o ideal para a sua família e o número de filhos nascidos são influenciados por aquelas covariáveis. Para a construção de indicadores demográficos e a análise estatística vamos utilizar os dados do Eurobarómetro 2006. Ao nível metodológico...

Declínio da fecundidade, adiamento e número ideal de filhos em Portugal: o papel das medidas de politica

Mendes, Maria Filomena
Fonte: Imprensa Nacional- Casa da Moeda Publicador: Imprensa Nacional- Casa da Moeda
Tipo: Parte de Livro
Português
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96.51%
“Numa referência recente à recuperação da fecundidade das gerações, Goldstein et. al. (2011) mencionaram que, de um grupo de 34 países, só 5 ainda mantêm o declínio no seu nível de fecundidade: 3 pertencem à Europa do Leste (Eslováquia, Hungria e Polónia), 1 à Europa do Sul (Portugal) e 1 à Ásia (Coreia). O Relatório sobre a Situação da População Mundial, feito pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e apresentado em 2011, estima para o nosso país, uma das mais baixas fecundidades do Mundo. Face a tão preocupante diagnóstico, pretendemos reflectir sobre as razões que conduziram à situação actual em Portugal dando particular ênfase à evolução da diminuição do número de filhos por mulher e ao efeito do adiamento na idade em que, em média, as portuguesas têm os seus filhos. Em regra, o desejo, manifestado em diversos inquéritos, de uma dimensão familiar bastante superior aos valores efectivamente verificados, conduz à expectativa de que, se forem garantidas as condições mínimas para a concretização daqueles desejos, o nível de fecundidade aumentará de imediato. Aparentemente, o papel dos governos poderá ser, através de diferentes medidas de política, o de possibilitar às famílias o preenchimento daquele suposto desvio. Tentaremos aqui...

Contributo das migrações internacionais na alteração da estrutura etária do Sul Ibérico

Maciel, Andreia; Mendes, Maria Filomena
Fonte: Associação Portuguesa de Sociologia Publicador: Associação Portuguesa de Sociologia
Tipo: Artigo de Revista Científica
Português
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56.23%
O declínio da fecundidade e a sua manutenção em níveis abaixo do limiar de substituição das gerações, e o inerente envelhecimento populacional, com tendência   crescente, têm feito destacar a importância dos   movimentos migratórios internacionais sobre a estrutura   etária dos países desenvolvidos. Bongaarts (2009) e Coleman e Scherbov (2005)  assinalam que a imigração tem sido a força motriz do crescimento populacional,   inclusive com maior peso demográfico que a fecundidade.   Os nossos objetivos foram perceber a importância da   imigração internacional sobre a formação  da estrutura populacional  de Portugal e Espanha,  e estimar o possível impacto que a quebra da fecundidade em termos globais, nomeadamente, nos "países provedores" de imigrantes, poderá  ter  sobre  aqueles países. Pretende-­se, ainda, prever os efeitos que a atual crise económica e o aumento das taxas de desemprego no Sul Ibérico possam vir a ter na intensidade e atratividade de imigrantes internacionais, especialmente no caso das mulheres, bem como nas possíveis alterações na direção dos fluxos migratórios. A nível metodológico utilizar-­se-á estatística descritiva, com cálculos de indicadores demográficos com base em dados obtidos através do World Population Prospects e do Eurostat.      

Uma Abordagem Estatística da Fecundidade em Portugal (1995-2009)

Tomé, Lídia Patrícia
Fonte: Universidade de Évora Publicador: Universidade de Évora
Tipo: Dissertação de Mestrado
Português
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56.27%
O acentuado declínio e adiamento da fecundidade surge associado muitas vezes a questões como o prolongamento da formação e do ensino e a forte participação feminina no mercado de trabalho. Estas questões demográficas são hoje preocupação de cientistas e políticos que procuram evitar o acentuado envelhecimento da população, nomeadamente, em países do Sul da Europa como Portugal. O objectivo deste trabalho é assim o de dar resposta a questões relacionadas com o adiamento e a diminuição dos níveis de fecundidade em Portugal no período entre 1995 e 2009. Numa perspectiva estatística procurou-se encontrar factores influenciadores do espaçamento entre o casamento e o nascimento do primeiro filho; entre o nascimento do primeiro e segundo filho; entre o nascimento do segundo e terceiro filho, e procurou-se também compreender que factores são responsáveis pela diminuição do número de filhos, utilizando metodologias estatísticas como análise de sobrevivência e Modelos Lineares Generalizados. Observou-se que são factores como o nível de instrução da mãe, a situação profissional ou a condição perante o trabalho da mãe que se encontram marcadamente presentes na compreensão dos diferentes comportamentos de fecundidade analisados ao longo deste trabalho.

Migrações e fecundidade: o papel dos fluxos migratórios na previsão de fecundidade

Magalhães, Maria da Graça Vieira Lopes de
Fonte: Universidade de Évora Publicador: Universidade de Évora
Tipo: Tese de Doutorado
Português
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56.44%
Num contexto de baixa fecundidade na Europa em geral e do Sul em particular, em plena recessão económica e crise financeira, num quadro de alteração recente de saldos migratórios positivos para negativos em Portugal, em conjunto com saldos naturais cada vez mais negativos, a avaliação e previsão do contributo dos fluxos migratórios no nosso futuro demográfico, em particular na evolução do número de nascimentos, que condiciona o crescimento e o envelhecimento populacional, torna-se essencial. Assim, caracterizou-se os mais recentes quadros de natalidade, fecundidade, emigração e imigração, na sociedade portuguesa, com o objetivo de explicar as diferenças de comportamentos de fecundidade dos imigrantes e dos emigrantes, face à população portuguesa. Para tal, recorreu-se à utilização de modelos de regressão logística, que permitiram identificar comportamentos distintos das mulheres imigrantes e das mulheres emigrantes, na intenção de vir a ter filhos, comparativamente com as mulheres portuguesas residentes em Portugal. Finalmente, elaboraram-se modelos de previsão das taxas de fecundidade, separadamente para mulheres de nacionalidade portuguesa e estrangeira, para o período de 2013 a 2015, para Portugal. Em concordância com os resultados obtidos...

A transição da fecundidade e o sistema de respostas múltiplas em Portugal

Oliveira, Isabel Tiago de
Fonte: Imprensa de Ciências Sociais Publicador: Imprensa de Ciências Sociais
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em //2007 Português
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O declínio da fecundidade dos casais entre 1920 e 1960 é analisado em articulação com as saídas populacionais e as restrições à nupcialidade. Verificou-se que se encontra mais emigração antes do início do declínio da fecundidade e que a diluição das restrições à nupcialidade só acontece depois. Através de modelos econométricos, confirmou-se a importância da nupcialidade e das migrações, bem como a importância da mortalidade e das transformações sócio-económicas na explicação da diversidade regional do declínio da fecundidade.

Variabilidade ou Convergência? Análise Regional da Fecundidade em Portugal (1980-2009)

Cruz, Fábio David Gonçalves
Fonte: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa Publicador: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Tipo: Dissertação de Mestrado
Publicado em /09/2011 Português
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56.37%
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Gestão do Território; Esta investigação estuda as diferenças regionais da fecundidade com o objectivo de apurar se há uma tendência para o aumento ou para a diminuição das assimetrias entre regiões de Portugal. Os níveis de fecundidade foram medidos através do Indicador Conjuntural de Fecundidade que indica o número médio de filhos por mulher. No entanto, este indicador não traduz o efeito do tempo causado pelo adiamento da idade média da mãe ao nascimento de um filho. Deste modo, a análise foi complementada com o recurso ao Indicador Conjuntural de Fecundidade (ajustado) segundo a fórmula de Bongaarts e Feeney, que indica o potencial de recuperação de nascimentos adiados. O cálculo destes indicadores foi sustentado pelas fontes estatísticas disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Estatística. Para as últimas duas décadas, os resultados indicam uma tendência de declínio no número médio de filhos por mulher nas regiões NUTS III, com a excepção da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Algarve. Aliás, em 2009, os valores mais elevados no Indicador Conjuntural de Fecundidade estavam nestas regiões estatísticas. O nível máximo de 1...

Mortalidade infantil no Brasil em períodos recentes de crise econômica

Costa,Maria da Conceição Nascimento; Mota,Eduardo Luiz Andrade; Paim,Jairnilson Silva; Silva,Lígia Maria Vieira da; Teixeira,Maria da Glória; Mendes,Carlos Maurício Cardeal
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2003 Português
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56.19%
OBJETIVO: Analisar a tendência temporal da mortalidade infantil no Brasil em um período recente (1980 a 1998) de crise econômica. MÉTODOS: Estudo de série temporal tendo o Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, Fundação IBGE e Fundação Nacional de Saúde como fontes de dados. Pela modelagem Autoregressive integrated moving average (ARIMA) descreveram-se parâmetros da série e, com coeficientes de correlação de Spearman, avaliou-se a associação entre coeficiente de mortalidade infantil e alguns determinantes. RESULTADOS A mortalidade infantil apresentou tendência decrescente (-59,3%) e forte correlação com a maioria dos indicadores analisados. Todavia, apenas as correlações entre coeficiente de mortalidade infantil e taxa de fecundidade total (e taxa de natalidade) diferiram significantemente de uma década para outra. CONCLUSÕES: A variação da fecundidade foi a principal responsável pela persistência do declínio da mortalidade infantil nos anos oitenta. No período seguinte, aqueles relacionados às condições de vida, principalmente, à atenção à saúde, talvez tenham sido mais importantes.

A demografia brasileira e o declínio da fecundidade no Brasil: contribuições, equívocos e silêncios

Carvalho,José Alberto Magno de; Brito,Fausto
Fonte: Associação Brasileira de Estudos Populacionais Publicador: Associação Brasileira de Estudos Populacionais
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2005 Português
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A população brasileira vivenciou, no final do século passado, rapidíssimo declínio da fecundidade. Sua taxa de fecundidade, em três décadas, passou de 5,8 para apenas 2,3! O artigo analisa as atitudes e posições dos estudiosos da população diante de tal fenômeno. Para entendêlas, há de se levar em conta o contexto internacional polarizado pelos blocos socialista e capitalista. Entre os cientistas sociais brasileiros predominava, em oposição aos neomalthusianos e à política americana, posição clara contra a presença do Estado no campo da reprodução. Tinham duas fortes convicções: 1) não havia, em geral, demanda por anticoncepção e 2) o ritmo do crescimento populacional e seu tamanho eram neutros, do ponto de vista do bem-estar social. O grande embate ideológico está ultrapassado. A transição da fecundidade no Brasil já avançou muito. No entanto, há segmentos de mulheres, as mais pobres, que ainda carecem de informação e de acesso aos meios para regular sua prole. Por outro lado, a sociedade não está tirando partido de algumas oportunidades geradas pelo declínio da fecundidade, nem se preparando para enfrentar os novos desafios, que são conseqüência desse mesmo declínio. Ainda predominam silêncios...

Fecundidade abaixo da reposição, população estacionária por migração e efeitos sobre a estrutura etária

Caetano,André Junqueira
Fonte: Associação Brasileira de Estudos Populacionais Publicador: Associação Brasileira de Estudos Populacionais
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2008 Português
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56.34%
Diante do declínio da fecundidade, o Brasil aproxima-se das condições demográficas que determinam o crescimento zero ou negativo, no longo prazo, de uma população. Entretanto, não há razões suficientes para se afirmar que a fecundidade estabilizar-se-á no nível de reposição ou pouco abaixo dele. Há indicações de que ela deve atingir patamares bastante baixos a esse nível nas próximas décadas. Teoricamente, uma população estável e fechada com taxas de fecundidade abaixo do nível de reposição pode retomar o crescimento zero se submetida a uma mudança do número anual constante de entradas derivadas do retorno da fecundidade ao nível de reposição. Isto também pode ocorrer devido a saldos líquidos migratórios positivos, constantes e com estrutura etária fixa. Portanto, para um determinado conjunto de taxas de saída existe um número infinito de populações estacionárias equivalentes. Pressupondo um regime de fecundidade abaixo da reposição, este trabalho utiliza o modelo teórico de Schmertmann (1992) para simular e examinar, comparativamente, a estrutura etária da população do Estado de São Paulo, resultante de um aumento da fecundidade até o nível de reposição, e as estruturas etárias desta mesma população tornada estacionária via migração...

O envelhecimento da população brasileira: um enfoque demográfico

Carvalho,José Alberto Magno de; Garcia,Ricardo Alexandrino
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2003 Português
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46.33%
Contrariamente ao indicado pelo senso comum, o processo de envelhecimento populacional, tal como observado até hoje, é resultado do declínio da fecundidade, e não da mortalidade. O envelhecimento populacional iniciou-se no final do século XIX em alguns países da Europa Ocidental, espalhou-se pelo resto do Primeiro Mundo, no século passado, e se estendeu, nas últimas décadas, por vários países do Terceiro Mundo, inclusive o Brasil. No caso brasileiro, observou-se, a partir do final dos anos 60, rapidíssima e generalizada queda da fecundidade, e haverá, conseqüentemente, um célere processo de envelhecimento da população. Este processo será, necessariamente, mais rápido e com mudanças estruturais, demograficamente falando, mais profundas do que nos países do Primeiro Mundo por duas razões: o declínio da fecundidade, no País, deu-se em um ritmo maior e origina-se de uma população mais jovem do que aquela dos países desenvolvidos.

Registro da informação sobre nascidos vivos no nordeste: uma avaliação da evolução do SINASC entre 2000 e 2010

Wingerter, Denise Guerra
Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Norte; BR; UFRN; Programa de Pós-Graduação em Demografia; Abordagens metodológicas em demografia; Dinâmica demográfica Publicador: Universidade Federal do Rio Grande do Norte; BR; UFRN; Programa de Pós-Graduação em Demografia; Abordagens metodológicas em demografia; Dinâmica demográfica
Tipo: Dissertação Formato: application/pdf
Português
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56.25%
Os nascimentos ocorridos em uma população consistem em informação de grande valia para diversos estudos e planejamento de políticas públicas. O Sistema de informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) representa uma promissora fonte de informação sobre o tema, uma vez que coleta continuamente e no âmbito municipal, dados sobre nascimentos. Tendo em vista a necessidade de avaliação contínua do SINASC e o panorama do declínio da fecundidade no Nordeste, objetivou-se avaliar a qualidade das informações provenientes do SINASC para o Nordeste, estados e microrregiões, nos anos 2000 e 2010, utilizando o Censo Demográfico como informação de referência, avaliando a cobertura do SINASC e identificando níveis e padrões de fecundidade. Pretendeu-se ainda verificar a relação entre os níveis de fecundidade, o grau de cobertura do SINASC e as condições socioeconômicas das microrregiões sintetizadas pelo Índice Social de Desenvolvimento Municipal (ISDM), utilizando-se a análise de cluster, associada à análise de variância (ANOVA) e o teste de Tukey. Por último, analisou-se a incompletude no preenchimento dos campos da Declaração de Nascido Vivo (DNV). De acordo com os resultados, observou-se que houve ampliação da qualidade das informações do SINASC no período estudado...

Fecundidade e educação infantil no sul e no sudeste do Brasil : três décadas de paradoxos e imbricações; Fertility and early childhood education in Brazil's South and Southeast regions : three decades of paradoxes and imbrications

Luciano Oliva Patrício
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 15/02/2012 Português
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56.24%
Entre 1980 e 2010 o Brasil vivenciou um processo de rápido e intenso declínio das taxas de fecundidade. De uma média de 4,3 filhos por mulher no início do período, as taxas recuaram para próximo de 2,0 em 2000, e para bem abaixo disto no final da primeira década do século XXI. Nesta última década, a educação infantil, que na etapa de creche era praticamente inexistente, registrou crescimento expressivo, porém assimétrico, em todo o país. Não deixa de ser paradoxal que a etapa inicial do processo de educação só tenha se tornado importante quando a participação das crianças de 0 a 3 anos na população já se reduzira de forma significativa em todos os municípios do país. Este trabalho aborda este paradoxo, e busca conhecer as imbricações entre a queda da fecundidade e a expansão da educação infantil nos maiores municípios das regiões Sul e Sudeste do Brasil. A pergunta chave é "por que tivemos pouca creche quando tínhamos muitas crianças e só viemos a ter mais creches quanto já não temos tantas crianças?" Para tanto, analisam-se os dois processos à luz da literatura internacional e brasileira, e propõe-se um modelo explicativo baseado na combinação do esgotamento dos arranjos privados de cuidado infantil com o aumento da capacidade de financiamento das creches...

Análise Sociodemográfica de Declínio da Fecundidade da População Portuguesa na Década de 80

Mendes, Maria Filomena Ferreira
Fonte: Universidade de Évora Publicador: Universidade de Évora
Tipo: Tese de Doutorado
Português
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66.27%
"Sem resumo feito pelo autor" - Nas últimas décadas tem vindo a assistir-se a uma multiplicação significativa dos estudos, em diferentes áreas do conhecimento, tendo por objectivo a formulação de perspectivas teóricas de explicação da evolução da fecundidade ao longo do tempo, a elaboração de análises empíricas que visam a determinação das causas de uma fecundidade diferencial no mundo, assim como a previsão das implicações, quer a nível individual, quer da sociedade em geral, de um dado movimento demográfico induzido pelo "comportamento fecundo"' das populações. A observação de todo um conjunto de consequências, a nível demográfico, económico ou social, tem conduzido a investigação no sentido de prever e caracterizar com o máximo rigor uma dada situação tendencial, descobrir as relações causais explicativas do comportamento fecundo e atenuar os efeitos das consequências indesejadas desse comportamento. Todos estes factores contribuíram para um significativo aumento da importância do estudo da fecundidade.

Desenvolvimento e fecundidade no Brasil : reversão da fecundidade para municípios mais desenvolvidos?; Development and fertility in Brazil : fertility reversion for more developed municipalities?; Desarrollo y fecundidad en Brasil : reversión de la fecundidad para municipios más desarrollados?; Le Développement et la fécondité au Brésil : la réversion de la fertilité pour les municipalités plus développées?

Araujo Junior, Ari Francisco de; Salvato, Márcio Antônio; Queiroz, Bernardo Lanza
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Publicador: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Tipo: Planejamento e Políticas Públicas (PPP) - Artigos
Português
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56.31%
Durante o último século, vários países observaram um aumento rápido no desenvolvimento econômico com declínio simultâneo nas taxas de crescimento da fecundidade e da população. Utilizando uma análise de regressão limiar, como proposto por Hansen (2000), este artigo investiga a associação negativa entre o desenvolvimento econômico e a fecundidade para os municípios brasileiros, utilizando dados do Censo de 2000 e do índice de desenvolvimento humano. Os resultados não demonstram nenhuma evidência para apoiar a existência de uma relação em forma de J invertido entre desenvolvimento e fecundidade como encontrado por Furuoka (2010) para os Estados Unidos, ao contrário dos resultados sugeridos por Myrskylä et al. (2009). Além disso, observaram-se quatro regimes diferentes, todos estatisticamente significativos, e há evidências de que a intensidade da relação no terceiro regime é mais fraca que os outros como é encontrada por Furuoka (2009).; p. 89-97 : il.

Fecundidade das mulheres cabo-verdianas - África Ocidental; Cape verdean women's fertility - West Africa

Tavares, Carlos Mendes; Camarano, Ana Amelia; Abreu, Luiz Carlos de
Fonte: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública Publicador: Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública
Tipo: info:eu-repo/semantics/article; info:eu-repo/semantics/publishedVersion; ; ; ; ; Formato: application/pdf
Publicado em 01/04/2008 Português
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46.36%
Os níveis de fecundidade de um país fazem parte de um elenco de indicadores que orientam na formulação de políticas públicas, face à redução do volume da população e do seu envelhecimento. O aumento da fecundidade pode indicar falta de acesso da população a informações e serviços de saúde reprodutiva. Assim, o objetivo é analisar a fecundidade das mulheres cabo-verdianas e a contribuição de determinantes próximos da fecundidade. Realizou-se a análise e a mensuração do comportamento da fecundidade das mulheres a partir de métodos indiretos de estimação da fecundidade com base nos dados dos censos. A análise dos determinantes próximos da fecundidade é baseado no DHS (Pesquisa sobre Saúde e Demografia - 1998). Os dados mostraram uma redução de 1,7, 1,5 e 1,6 filhos por mulher no final do período reprodutivo, de acordo com os três métodos (Brass, Arriaga e Gompertz) entre 1990 e 2000. As taxas foram mais altas para as mulheres das áreas rurais. A fecundidade vem diminuindo no país e com ocorrência mais precoce. O uso de contraceptivos foi o determinante de maior relevância no processo de declínio de fecundidade das mulheres de Cabo Verde, África.; A country's fertility levels are part of a list of indicators that guide the formulation of public policies...

A transição da fecundidade e o sistema de respostas múltiplas em Portugal

Oliveira,Isabel Tiago de
Fonte: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa Publicador: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2007 Português
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96.56%
O declínio da fecundidade dos casais entre 1920 e 1960 é analisado em articulação com as saídas populacionais e as restrições à nupcialidade. Verificou-se que se encontra mais emigração antes do início do declínio da fecundidade e que a diluição das restrições à nupcialidade só acontece depois. Através de modelos econométricos, confirmou-se a importância da nupcialidade e das migrações, bem como a importância da mortalidade e das transformações sócio- -económicas na explicação da diversidade regional do declínio da fecundidade.

Fecundidade das populações e das gerações em Portugal, 1960-2005

Oliveira,Isabel Tiago de
Fonte: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa Publicador: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/01/2008 Português
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76.46%
Este artigo discute o efeito do adiamento dos nascimentos nos indicadores clássicos de intensidade de fecundidade. Numa primeira análise compara-se a evolução da fecundidade mostrada nos indicadores populacionais com a revelada pelos indicadores decorrentes da observação das gerações ao longo do ciclo de vida. A comparação destas perspectivas mostra um declínio muito mais acentuado nos índices sintéticos de fecundidade, observados na população em cada momento, do que nas descendências finais das gerações correspondentes. Numa outra análise é calculado o índice sintético de fecundidade ajustado, segundo a variação de calendário, de acordo com Bongaarts e Feeney. Esta estimativa aponta para a possibilidade de efeitos de recuperação dos nascimentos de 1,4 para 1,6 filhos por mulher.

Mortalidade infantil no Brasil em períodos recentes de crise econômica

Costa,Maria da Conceição Nascimento; Mota,Eduardo Luiz Andrade; Paim,Jairnilson Silva; Silva,Lígia Maria Vieira da; Teixeira,Maria da Glória; Mendes,Carlos Maurício Cardeal
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2003 Português
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56.19%
OBJETIVO: Analisar a tendência temporal da mortalidade infantil no Brasil em um período recente (1980 a 1998) de crise econômica. MÉTODOS: Estudo de série temporal tendo o Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, Fundação IBGE e Fundação Nacional de Saúde como fontes de dados. Pela modelagem Autoregressive integrated moving average (ARIMA) descreveram-se parâmetros da série e, com coeficientes de correlação de Spearman, avaliou-se a associação entre coeficiente de mortalidade infantil e alguns determinantes. RESULTADOS A mortalidade infantil apresentou tendência decrescente (-59,3%) e forte correlação com a maioria dos indicadores analisados. Todavia, apenas as correlações entre coeficiente de mortalidade infantil e taxa de fecundidade total (e taxa de natalidade) diferiram significantemente de uma década para outra. CONCLUSÕES: A variação da fecundidade foi a principal responsável pela persistência do declínio da mortalidade infantil nos anos oitenta. No período seguinte, aqueles relacionados às condições de vida, principalmente, à atenção à saúde, talvez tenham sido mais importantes.