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Demografia dos povos indigenas do alto rio Negro/AM : um estudo de caso de nupcialidade e reprodução

Marta Maria do Amaral Azevedo
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 22/04/2003 Português
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46.13%
Esta pesquisa se insere nas áreas temáticas da demografia antropológica de etnias, focalizando especificamente a nupcialidade e reprodução, tendo assim uma necessária interface com os estudos etnológicos sobre os povos indígenas em geral e do noroeste amazônico em particular. Pretende-se contribuir com essa interface disciplinar através da incorporação das teorias antropológicas sobre os povos indígenas da região do Alto Rio Negro, noroeste amazônico, testando as hipóteses antropológicas sobre o casamento através de análises demográficas e incorporando nessas análises as idéias e teorias já formuladas. A hipótese que norteia este trabalho é de que as concepções indígenas sobre casamento e reprodução (na antropologia formulada enquanto teorias de aliança e descendência) têm estreitas relações com os padrões de nupcialidade e fecundidade encontrados. Esta discussão que se insere nos estudos demográficos sobre povos indígenas, fecundidade, transição demográfica, e demografia da família; This research is part of the thematic areas of anthropologic ethnic demography, focusing particularly on nuptiality and reproduction, and so it has a necessary interface with the ethnological studies on the Indians peoples in general...

Ecologia populacional de tres especies de palmeiras em uma paisagem fragmentada no dominio da Mata Atlantica, RJ; Population ecology of three palm species in a fragmented landscape in the Atlantic Rain Forest, RJ

Rita de Cassia Quitete Portela
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Tese de Doutorado Formato: application/pdf
Publicado em 16/07/2008 Português
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56.23%
O objetivo dessa tese foi comparar a densidade, estrutura e dinâmica de populações de três espécies de palmeiras (Astrocaryum aculeatissimum (Schott) Burret, Euterpe edulis Mart. e Geonoma schottiana Mart.) em uma paisagem fragmentada de Mata Atlântica. As populações foram marcadas em 2005, reamostradas em 2006 e 2007 em cinco fragmentos florestais (19, 21, 57, 2.400 e 3.500 ha). Todos os indivíduos das três espécies dentro das parcelas foram marcados e medidos: diâmetro à altura do solo, altura até a inserção da última folha, número de folhas e tipo de folha. Esses dados serviram para classificar os indivíduos em cinco classes: plântula, infante, jovem, imaturo e reprodutivo (Capítulo 1). Para testar a existência de relação entre densidade de cada espécie e o tamanho do fragmento, nós fizemos uma correlação para dados ranqueados, usando coeficiente de Spearman. A comparação das estruturas demográficas de cada espécie foi feita pela soma das diferenças entre o número de indivíduos em cada classe, em cada ano, para cada dois fragmentos (Capítulo 2). Para cada espécie, matrizes agregadas foram construídas para cada transição de ano, onde foram juntadas todas as parcelas de todos os fragmentos, depois estimadas as probabilidades de transição e fecundidade e calculado o ? e a sensibilidade (Capítulo 3). Matrizes agregadas foram construídas para E. edulis com os dados dos três fragmentos pequenos para comparar com a população do maior fragmento para cada transição de ano. Comparamos a dinâmica (? e elasticidade) entre os fragmentos...

Aspectos subjetivos e normativos sobre necessidade de tratamento odontologico em idosos brasileiros; Subjective and normative aspects of dental treatment need in brazilian elderly

Rafael da Silveira Moreira
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 27/01/2009 Português
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45.9%
A transição demográfica pela qual o Brasil vem passando nos últimos anos é conseqüência, dentre outros indicadores, da redução da taxa de mortalidade, da queda na taxa de fecundidade e do aumento da expectativa de vida, o que produz como efeito um fenômeno mundialmente conhecido como "envelhecimento populacional". Desta dinâmica demográfica e epidemiológica surgem no mínimo dois objetos de estudo a serem considerados nas pesquisas em saúde coletiva: o envelhecimento humano (com suas características e conseqüências) e as condições de vida e saúde dos idosos. Dentre os vários campos da saúde, a saúde bucal do idoso se apresenta em precárias condições, com alta prevalência de edentulismo (ausência total dos dentes), doenças periodontais, dentes cariados, necessidades de uso de próteses e sua má adaptação. Conhecer como cada indivíduo percebe a própria saúde é um importante passo para se compreender o padrão de procura por um serviço de saúde. Além disso, é importante saber como os critérios subjetivos e normativos de necessidade de tratamento odontológico se relacionam no sentido de oferecer um atendimento coerente com a necessidade identificada. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi conhecer as características e os fatores relacionados à necessidade de tratamento odontológico percebida por idosos brasileiros em relação aos critérios normativos de necessidade determinadas pelo exame clínico-epidemiológico realizado por cirurgiões-dentistas. Foi realizado um aprofundamento dos resultados encontrados no levantamento epidemiológico nacional de saúde bucal de 2003. Com relação aos indivíduos idosos (65 a 74 anos) que participaram deste levantamento...

Transição obstétrica e os caminhos da redução da mortalidade materna = : Obstetric transition and the pathways for maternal mortality reduction; Obstetric transition and the pathways for maternal mortality reduction

Solange da Cruz Chaves
Fonte: Biblioteca Digital da Unicamp Publicador: Biblioteca Digital da Unicamp
Tipo: Dissertação de Mestrado Formato: application/pdf
Publicado em 29/05/2015 Português
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46.2%
Objetivos: Avaliar se as características propostas da Transição Obstétrica — um modelo conceitual criado para explicar as mudanças graduais que os países apresentam ao eliminar a mortalidade materna evitável — são observadas em um grande banco de dados multipaíses sobre a saúde materna e perinatal.Métodos: Trata-se de análise secundária de um estudo transversal da OMS que coletou informações de todas as mulheres que deram à luz em 359 unidades de saúde de 29 países da África, Ásia, América Latina e Oriente Médio, durante um período de 2 a 4 meses entre 2010 e 2011. As razões de Condições Potencialmente Ameaçadoras da Vida (CPAV), Resultados Maternos Graves (RMG), Near Miss Materno (NMM), e Mortalidade Materna (MM) foram estimadas e estratificadas por estágio de transição obstétrica. Resultados: Dados de 314.623 mulheres incluídas neste estudo demonstram que a fecundidade das mulheres, indiretamente estimada pela paridade, foi maior nos países que estão em estágio menor da transição obstétrica, variando de uma média de 3,0 crianças por mulher no Estágio II para 1,8 crianças por mulher no Estágio IV. O nível de medicalização do nascimento nas instituições de saúde dos países participantes...

Transição demográfica : a experiência brasileira; Demographic transition : the Brazilian experience

Vasconcelos, Ana Maria Nogales; Gomes, Marília Miranda Forte
Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde Publicador: Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde
Tipo: Artigo de Revista Científica
Português
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46.32%
Objetivo: descrever o processo de transição demográfica no Brasil e suas grandes regiões. Métodos: estudo descritivo com dados dos Censos Demográficos de 1950 a 2010, e estimativas da dinâmica demográfica publicadas pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA). Resultados: desde 1950, as quedas dos níveis de mortalidade, natalidade e fecundidade caracterizaram o processo de transição demográfica brasileiro; a estrutura etária iniciou seu processo de envelhecimento; essas mudanças não ocorreram simultânea, nem homogeneamente, nas grandes Regiões brasileiras; enquanto Sudeste, Sul e Centro-Oeste se encontram mais adiantadas nesse processo, Norte e Nordeste permanecem com níveis de mortalidade e fecundidade mais elevados e estruturas etárias menos envelhecidas. Conclusão: ainda que os níveis de fecundidade tenham declinado abaixo do nível de reposição na maior parte do país, todavia não se alcançou o equilíbrio demográfico, com baixos níveis de mortalidade e natalidade. ________________________________________________________________________________________ ABSTRACT; Objective: to describe the process of demographic transition in Brazil and its regions. Methods: descriptive study with demographic Census data from 1950 to 2010...

Famílias, fecundidades e funções dos filhos: o impacto do tempo e dos contextos sociais

Cunha, Vanessa Sofia Gomes da
Fonte: Instituto Universitário de Lisboa Publicador: Instituto Universitário de Lisboa
Tipo: Tese de Doutorado
Publicado em 09/01/2008 Português
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46.18%
As sociedades ocidentais testemunharam profundas mudanças no lugar da criança na família ao longo do século XX: mudanças quantitativas, no recuo da fecundidade e na consolidação do modelo ideal de descendência ancorado na “norma dos dois filhos”; mas também qualitativas, nas motivações para a procriação e nas funções que os filhos desempenham na vida familiar, já não de ordem instrumental, como no passado, mas eminentemente afectivas. Estes dois traços emblemáticos do lugar da criança na família contemporânea – “norma dos dois filhos” e primado dos afectos – têm concorrido para a concepção do “modelo procriativo único”. A presente tese pretende, justamente, interpelar esta concepção, apreendendo a diversidade de modos de representar e construir o lugar dos filhos nas famílias, tanto a nível da fecundidade, como das funções que os filhos detêm no quadro da vida familiar. A partir de uma pesquisa extensiva às famílias portuguesas com filhos (1999) – onde auscultámos as aspirações, representações, práticas e tensões procriativas das inquiridas, assim como as funções simbólicas e práticas dos filhos – apreendemos dois grandes eixos de mudança num período recente e intenso da história portuguesa (início dos anos 70 a meados de 90): a modernização da fecundidade e a diluição do papel instrumental dos filhos...

A transição da fecundidade e o sistema de respostas múltiplas em Portugal

Oliveira, Isabel Tiago de
Fonte: Imprensa de Ciências Sociais Publicador: Imprensa de Ciências Sociais
Tipo: Artigo de Revista Científica
Publicado em //2007 Português
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86.36%
O declínio da fecundidade dos casais entre 1920 e 1960 é analisado em articulação com as saídas populacionais e as restrições à nupcialidade. Verificou-se que se encontra mais emigração antes do início do declínio da fecundidade e que a diluição das restrições à nupcialidade só acontece depois. Através de modelos econométricos, confirmou-se a importância da nupcialidade e das migrações, bem como a importância da mortalidade e das transformações sócio-económicas na explicação da diversidade regional do declínio da fecundidade.

O envelhecimento da população mundial: um desafio novo

Kalache,Alexandre; Veras,Renato P.; Ramos,Luiz Roberto
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/1987 Português
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46.02%
O envelhecimento populacional é hoje um fenômeno universal, característico tanto dos países desenvolvidos como, de modo crescente, do Terceiro Mundo. São apresentados dados que ilustram a verdadeira revolução demográfica desde o início do século e estimativas até o ano 2025. Os fatores responsáveis pelo envelhecimento são discutidos, com especial referência ao declínio tanto das taxas de fecundidade como das de mortalidade. Em conjunto, tais declínios levam a um menor ingresso de jovens em populações que passam a viver períodos mais longos. Esse processo gradativo é conhecido como "transição epidemiológica" e seus vários estágios são abordados. As repercussões para a sociedade, de populações progressivamente mais idosas são consideráveis, particularmente no que diz respeito à saúde. Os padrões de mortalidade e morbidade são discutidos e o conceito de autonomia, como uma forma de quantificar qualidade de vida, é introduzido. É proposta redefinição do próprio conceito de envelhecimento, refletindo a realidade médico-social do Terceiro Mundo. São formuladas questões sobre a interação envelhecimento-mudanças sociais em curso nos países subdesenvolvidos, cujas respostas podem ser grandemente facilitadas pelo uso do método epidemiológico.

Fecundidade e diferenciais intra-urbanos de desenvolvimento humano, São Paulo, Brasil, 1997

Martins,Cláudia Maria; Almeida,Márcia Furquim de
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/10/2001 Português
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46.21%
OBJETIVO: Avaliar possíveis divergências no padrão reprodutivo de mulheres residentes em áreas de diferentes níveis de desenvolvimento humano, pela análise de suas taxas de fecundidade total e taxas específicas de fecundidade por idade. MÉTODOS: Foram estudados os 96 distritos do Município de São Paulo, agrupados em cinco áreas segundo ordem crescente dos valores assumidos pelo Indicador de Desenvolvimento Humano. O estudo compreendeu a população feminina de 15 a 49 anos e os nascimentos vivos ocorridos durante o ano de 1997. As fontes de obtenção dos dados foram as declarações de nascidos vivos e a contagem da população 1996. Foram trabalhadas as seguintes variáveis: IDH, distrito de residência e idade da mulher. RESULTADOS: As mulheres residentes na área de menor desenvolvimento humano apresentaram taxa de fecundidade total de 2,62, sendo que a cúspide (151/1.000 filhos por mulheres) situou-se no grupo etário de 20 a 24 anos. Na área de maior indicador de desenvolvimento humano, observou-se menor número médio de filhos por mulher (1,67), e a cúspide (93/1.000 filhos por mulheres) se situou no grupo etário de 25 a 29 anos. CONCLUSÕES: As mulheres residentes nas áreas de maior desenvolvimento humano apresentaram menor número médio de filhos e tendência a tê-los em idades mais avançadas...

A demografia brasileira e o declínio da fecundidade no Brasil: contribuições, equívocos e silêncios

Carvalho,José Alberto Magno de; Brito,Fausto
Fonte: Associação Brasileira de Estudos Populacionais Publicador: Associação Brasileira de Estudos Populacionais
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/12/2005 Português
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86.36%
A população brasileira vivenciou, no final do século passado, rapidíssimo declínio da fecundidade. Sua taxa de fecundidade, em três décadas, passou de 5,8 para apenas 2,3! O artigo analisa as atitudes e posições dos estudiosos da população diante de tal fenômeno. Para entendêlas, há de se levar em conta o contexto internacional polarizado pelos blocos socialista e capitalista. Entre os cientistas sociais brasileiros predominava, em oposição aos neomalthusianos e à política americana, posição clara contra a presença do Estado no campo da reprodução. Tinham duas fortes convicções: 1) não havia, em geral, demanda por anticoncepção e 2) o ritmo do crescimento populacional e seu tamanho eram neutros, do ponto de vista do bem-estar social. O grande embate ideológico está ultrapassado. A transição da fecundidade no Brasil já avançou muito. No entanto, há segmentos de mulheres, as mais pobres, que ainda carecem de informação e de acesso aos meios para regular sua prole. Por outro lado, a sociedade não está tirando partido de algumas oportunidades geradas pelo declínio da fecundidade, nem se preparando para enfrentar os novos desafios, que são conseqüência desse mesmo declínio. Ainda predominam silêncios...

Notas sobre o comportamento reprodutivo da população autodeclarada indígena: Censos Demográficos 1991 e 2000

Wong,Laura L. Rodríguez; Morell,Maria Graciela González de; Carvalho,Regiane Lucinda de
Fonte: Associação Brasileira de Estudos Populacionais Publicador: Associação Brasileira de Estudos Populacionais
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2009 Português
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56.28%
Este trabalho apresenta o perfil reprodutivo das mulheres recenseadas em 1991 e 2000 autodeclaradas indígenas, com detalhamento dos níveis e padrões de fecundidade por situação de domicílio, regiões geográficas e tempo de residência. Os dados oferecem evidências sobre as tendências da fecundidade, verificando-se a transição da fecundidade a níveis baixos, o que é determinado pelas mulheres indígenas urbanas, que apresentam TFTs próximas do nível de reposição, particularmente na Região Nordeste. Nas áreas rurais predomina e persiste um nível alto de fecundidade e, em alguns casos, extremamente alto. O padrão por idade da fecundidade revela concentração nas idades mais jovens, seguindo a tendência geral do país. Evidenciam-se forte presença do controle da fecundidade, para as indígenas das áreas urbanas, e ausência deste, nas áreas rurais. Embora seja necessário maior aprofundamento, os achados sugerem - independentemente da discussão sobre a composição da população autodeclarada indígena - uma forte dicotomia entre a população indígena rural e a urbana. As respectivas taxas de fecundidade, muito altas e muito baixas, seriam uma realidade diferenciada de cada um desses contextos. Adicionalmente...

Efeitos tempo, parturição e quantum no Brasil: indicadores de período e evidências empíricas

Miranda-Ribeiro,Adriana de; Rios-Neto,Eduardo Luiz Gonçalves; Carvalho,José Alberto Magno de
Fonte: Associação Brasileira de Estudos Populacionais Publicador: Associação Brasileira de Estudos Populacionais
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/2013 Português
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46.26%
O presente artigo tem como objetivo estimar e comparar diferentes indicadores de fecundidade de período, com enfoque naqueles que corrigem distorções causadas na taxa de fecundidade total (TFT) observada em determinado período, a fim de criar e avaliar novas possibilidades de análise da fecundidade no Brasil. São apresentadas séries de TFT, TFT PPR, PATFR, PATFRajustada (K-O), PDTFR e PADTFR, bem como as séries históricas dos efeitos tempo e parturição e da idade média da fecundidade. Foram utilizados os bancos de dados sobre histórias de nascimentos, obtidos a partir das edições de 1980, 1991 e 2000 do Censo Demográfico brasileiro. Os resultados mostram que, no Brasil, a transição da fecundidade foi acompanhada, durante praticamente todo o período de análise, por um efeito tempo negativo e um efeito parturição positivo, que atuaram no sentido de inflar a fecundidade observada. No futuro próximo, a fecundidade observada no Brasil deverá ser diminuída, principalmente pela ação do efeito tempo positivo.

A transição da estrutura etária da população brasileira na primeira metade do século XXI

Carvalho,José Alberto Magno de; Rodríguez-Wong,Laura L.
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/03/2008 Português
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56.11%
A trajetória da população brasileira, na primeira metade deste século, tanto em termos de seu volume, quanto de sua estrutura etária, já está praticamente definida, pois, tanto a transição de mortalidade quanto a da fecundidade já se encontram muito avançadas. Enquanto a população idosa (65 e mais anos de idade) aumentará a taxas altas (entre 2% e 4% ao ano), a população jovem tenderá a decrescer. Segundo projeções das Nações Unidas, de 3,1% da população total, em 1970, a população idosa brasileira deverá passar a aproximadamente 19%, em 2050. Paralelamente, conviverão dentro das populações jovem e adulta subgrupos etários com crescimento negativo e positivo. A transição etária brasileira gera oportunidades e desafios que, se não aproveitados e enfrentados, no momento devido, levará o país a seriíssimos problemas, nas próximas décadas.

Assistência pública de saúde no contexto da transição demográfica brasileira: exigências atuais e futuras

Mendes,Antonio da Cruz Gouveia; Sá,Domicio Aurélio de; Miranda,Gabriella Morais Duarte; Lyra,Tereza Maciel; Tavares,Ricardo Antonio Wanderley
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/05/2012 Português
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46.11%
Este estudo avalia a assistência hospitalar e ambulatorial e sua capacidade de responder às novas exigências neste contexto da transição demográfica brasileira. As informações foram obtidas dos estudos do IBGE, e sistemas de informações assistenciais do SUS (CNES, SIH e SIA). A redução das taxas de natalidade, fecundidade, mortalidade infantil e aumento da expectativa de vida ao nascer determinam ainda um crescimento demográfico, com redução da taxa de dependência, o que permite uma oportunidade para promover ajustes necessários. Entre 1999 e 2009, a população cresceu em mais 27,5 milhões de habitantes com redução de 26,7% dos leitos e 947 mil internações com distorções na distribuição por clínicas, mas com aumento da assistência de alta complexidade ambulatorial e hospitalar. Os resultados demonstram que vivemos um momento de transição do modelo assistencial que exige maior capacidade de planejamento do futuro da assistência à saúde, tornando mais complexa a rede assistencial e repensando o modelo de atenção à saúde, preparando-se para o grande crescimento da população idosa nas próximas décadas.

A transição da fecundidade e o sistema de respostas múltiplas em Portugal

Oliveira,Isabel Tiago de
Fonte: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa Publicador: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2007 Português
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96.37%
O declínio da fecundidade dos casais entre 1920 e 1960 é analisado em articulação com as saídas populacionais e as restrições à nupcialidade. Verificou-se que se encontra mais emigração antes do início do declínio da fecundidade e que a diluição das restrições à nupcialidade só acontece depois. Através de modelos econométricos, confirmou-se a importância da nupcialidade e das migrações, bem como a importância da mortalidade e das transformações sócio- -económicas na explicação da diversidade regional do declínio da fecundidade.

Demografia africana: o caso da fecundidade em Moçambique

Cardoso,Sónia
Fonte: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa Publicador: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/04/2007 Português
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76.35%
Neste artigo analisa-se a fecundidade em Moçambique, considerando duas premissas para a mudança dos padrões de crescimento populacional. Por um lado, a importância da nupcialidade na regulação do crescimento demográfico e, por outro, a inversão da direcção dos chamados fluxos intergeracionais de riqueza como chave para a transição da fecundidade, nomeadamente em sociedades onde a transição ainda não ocorreu.

A transição da estrutura etária da população brasileira na primeira metade do século XXI

Carvalho,José Alberto Magno de; Rodríguez-Wong,Laura L.
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/03/2008 Português
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56.11%
A trajetória da população brasileira, na primeira metade deste século, tanto em termos de seu volume, quanto de sua estrutura etária, já está praticamente definida, pois, tanto a transição de mortalidade quanto a da fecundidade já se encontram muito avançadas. Enquanto a população idosa (65 e mais anos de idade) aumentará a taxas altas (entre 2% e 4% ao ano), a população jovem tenderá a decrescer. Segundo projeções das Nações Unidas, de 3,1% da população total, em 1970, a população idosa brasileira deverá passar a aproximadamente 19%, em 2050. Paralelamente, conviverão dentro das populações jovem e adulta subgrupos etários com crescimento negativo e positivo. A transição etária brasileira gera oportunidades e desafios que, se não aproveitados e enfrentados, no momento devido, levará o país a seriíssimos problemas, nas próximas décadas.

Fecundidade e diferenciais intra-urbanos de desenvolvimento humano, São Paulo, Brasil, 1997

Martins,Cláudia Maria; Almeida,Márcia Furquim de
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/10/2001 Português
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46.21%
OBJETIVO: Avaliar possíveis divergências no padrão reprodutivo de mulheres residentes em áreas de diferentes níveis de desenvolvimento humano, pela análise de suas taxas de fecundidade total e taxas específicas de fecundidade por idade. MÉTODOS: Foram estudados os 96 distritos do Município de São Paulo, agrupados em cinco áreas segundo ordem crescente dos valores assumidos pelo Indicador de Desenvolvimento Humano. O estudo compreendeu a população feminina de 15 a 49 anos e os nascimentos vivos ocorridos durante o ano de 1997. As fontes de obtenção dos dados foram as declarações de nascidos vivos e a contagem da população 1996. Foram trabalhadas as seguintes variáveis: IDH, distrito de residência e idade da mulher. RESULTADOS: As mulheres residentes na área de menor desenvolvimento humano apresentaram taxa de fecundidade total de 2,62, sendo que a cúspide (151/1.000 filhos por mulheres) situou-se no grupo etário de 20 a 24 anos. Na área de maior indicador de desenvolvimento humano, observou-se menor número médio de filhos por mulher (1,67), e a cúspide (93/1.000 filhos por mulheres) se situou no grupo etário de 25 a 29 anos. CONCLUSÕES: As mulheres residentes nas áreas de maior desenvolvimento humano apresentaram menor número médio de filhos e tendência a tê-los em idades mais avançadas...

Assistência pública de saúde no contexto da transição demográfica brasileira: exigências atuais e futuras

Mendes,Antonio da Cruz Gouveia; Sá,Domicio Aurélio de; Miranda,Gabriella Morais Duarte; Lyra,Tereza Maciel; Tavares,Ricardo Antonio Wanderley
Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Publicador: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/05/2012 Português
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46.11%
Este estudo avalia a assistência hospitalar e ambulatorial e sua capacidade de responder às novas exigências neste contexto da transição demográfica brasileira. As informações foram obtidas dos estudos do IBGE, e sistemas de informações assistenciais do SUS (CNES, SIH e SIA). A redução das taxas de natalidade, fecundidade, mortalidade infantil e aumento da expectativa de vida ao nascer determinam ainda um crescimento demográfico, com redução da taxa de dependência, o que permite uma oportunidade para promover ajustes necessários. Entre 1999 e 2009, a população cresceu em mais 27,5 milhões de habitantes com redução de 26,7% dos leitos e 947 mil internações com distorções na distribuição por clínicas, mas com aumento da assistência de alta complexidade ambulatorial e hospitalar. Os resultados demonstram que vivemos um momento de transição do modelo assistencial que exige maior capacidade de planejamento do futuro da assistência à saúde, tornando mais complexa a rede assistencial e repensando o modelo de atenção à saúde, preparando-se para o grande crescimento da população idosa nas próximas décadas.

O envelhecimento da população mundial: um desafio novo

Kalache,Alexandre; Veras,Renato P.; Ramos,Luiz Roberto
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Publicador: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Tipo: Artigo de Revista Científica Formato: text/html
Publicado em 01/06/1987 Português
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46.02%
O envelhecimento populacional é hoje um fenômeno universal, característico tanto dos países desenvolvidos como, de modo crescente, do Terceiro Mundo. São apresentados dados que ilustram a verdadeira revolução demográfica desde o início do século e estimativas até o ano 2025. Os fatores responsáveis pelo envelhecimento são discutidos, com especial referência ao declínio tanto das taxas de fecundidade como das de mortalidade. Em conjunto, tais declínios levam a um menor ingresso de jovens em populações que passam a viver períodos mais longos. Esse processo gradativo é conhecido como "transição epidemiológica" e seus vários estágios são abordados. As repercussões para a sociedade, de populações progressivamente mais idosas são consideráveis, particularmente no que diz respeito à saúde. Os padrões de mortalidade e morbidade são discutidos e o conceito de autonomia, como uma forma de quantificar qualidade de vida, é introduzido. É proposta redefinição do próprio conceito de envelhecimento, refletindo a realidade médico-social do Terceiro Mundo. São formuladas questões sobre a interação envelhecimento-mudanças sociais em curso nos países subdesenvolvidos, cujas respostas podem ser grandemente facilitadas pelo uso do método epidemiológico.